Bomba da 2ª Guerra é encontrada e desativada na França
Artefato de 250kg foi encontrado durante obras num hospital.Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de casa para a desativação
sexta-feira, 12 de março de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Artefato de 250kg foi encontrado durante obras num hospital.Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de casa para a desativação
quinta-feira, 11 de março de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Em fevereiro a Polícia Civil disse ter informações sobre o adulto que gerenciava as ações do grupo de menores. Este é o segundo veículo em pouco mais de um mês
O garoto D. N. F., de 12 anos, foi apreendido, novamente, por furto de automóveis e conduzido à Delegacia de Atos Infracionais (Deiai). Ele estava circulando pelas ruas da capital, Macapá, em um veículo que havia sido furtado no bairro Jesus de Nazaré. O menor foi abordado no Centro Comercial por uma viatura da Polícia Militar na noite de terça-feira (9). Segundo informações da polícia, o proprietário do automóvel é o bombeiro, Edson Mendes Pantoja, de 24 anos, que deixou as chaves no contato enquanto se dirigia ao interior de um estabelecimento de ensino na rua Leopoldo Machado. Em fevereiro, o mesmo garoto foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dirigindo um Eco Sport furtado.
No dia 2 de fevereiro, a quadrilha de menores foi interceptada por uma patrulha da PRF na entrada do município de Santana. Eles estavam em um Ecosport furtado do Centro da Cidade no início da manhã. Durante a abordagem, a polícia constatou que o condutor era uma c riança que mal conseguia chegar aos pedais do carro. Na ocasião, somente ele foi submetido à medida socioeducativa de internação. Na última terça-feira, ao levantar a ficha do menor infrator, descobriu-se que se tratava do mesmo adolescente que havia acabado de sair do Centro de Internação Provisória (CIP).
Reincidente
Apesar de o garoto ter sido flagrado com as chaves, ele negou que tenha aberto o veículo e afirmou que o carro estava estacionado na rua, com a porta aberta e as chaves no contato. A polícia informou que o carro seria vendido a um mototaxista no bairro hospitalidade em Santana. De acordo com o pai do menino, João dos Santos Frazão, 70 anos, o filho cumpriu 21 dias no CIP, fez vários exames e teve acompanhamento psicológico, mas nada disso surtiu efeito. Segundo informações da Delegacia, esta não é a primeira vez que o menor reincide no delito.
A delegada de polícia, Valdelice Carneiro, informou que o garoto já teve várias entradas na Deiai sob a mesma acusação. Ela afirmou que ele e outros jovens foram treinados por um adulto a praticar os furtos. Segundo informações não oficiais, este já é o quarto veículo furtado pela quadrilha de menores somente este ano. Segundo policiais, o mais velho dos adolescentes tem 16 anos de idade.
As abordagens
D. N. F. foi abordado pela equipe do Sargento Brito, da CRPM, na rua Tiradentes esquina com Iracema Carvão Nunes, no Centro. Após a queixa de roubo, a central de operações do Ciodes entrou imediatamente em contato com policiais do 6º BPM (Perpétuo Socorro), CRPM e demais unidades em patrulhamento pela cidade. Porém o carro só foi avistado durante a noite. Houve tentativa de fuga, porém mal sucedida. O menor foi detido próximo de um cruzamento e se rendeu sem oferecer reação.
Na manhã do dia 2 de fevereiro, a vítima proprietária do Eco Sport havia estacionado o carro na frente de uma loja e saiu para fazer compras no Centro Comercial, quando voltou percebeu que o veículo havia sido levado. De acordo com a PM, os infratores ainda tiveram a ousadia de abastecer o veículo antes de fugir pela BR-210. Após o registro de furto, a polícia começou a rastrear o veículo com apoio da PRF.
ECA
As medidas socioeducativas são aquelas aplicada pelo Estado ao adolescente que comete ato infracional (menor entre 12 e 18 anos), tem natureza jurídica impositiva, com o único objetivo de inibir a reincidência, sua finalidade é pedagógica e educativa. Na aplicação dessa medida são utilizados os métodos pedagógicos, sociais, psicológicos e psiquiátricos. Para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), são medidas socioeducativas: advertência; obrigação de repara o dano; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; semiliberdade e internação.
terça-feira, 9 de março de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Há um milhão de hipóteses para a morte
O jovem de 21 anos é detentor de uma fama monstruosa. Era!
Tarcísio Moreira de Almeida foi encontrado morto a golpes de faca e projéteis perfuro contusos (disparo de arma de fogo) no km 9 da rodovia Duca Serra, mais precisamente na linha E. Segundo a polícia, o corpo foi desovado, ou seja, não foi executado neste local. Populares encontram o cadáver todo amarrado, enrolado em sacola plástica e envolto em uma rede às 8h30 da manhã.
A Polícia tem um milhão de hipóteses para a morte de Tarcísio. Uma delas tem a ver com execução de um dos chefes do tráfico nas imediações do Copala. Vulgo Ronaldo, como era chamado, foi morto por menores criados por ele próprio a assumir a venda de drogas na ponte que era de seu comando. Tarcísio foi acusado de participação neste crime, já que era um dos aviões criados por Ronaldo. Outros traficantes criados por Ronaldo teria tramado contra Tarcísio.
Outra hipótese gira em torno da execução do "Marquinhos Sabotagem" na semana passada no prédio da Secretaria de Municipal Hurbanização/avenida Presidente Vargas, Centro de Macapá. De acordo com uma fonte do blog, se fosse levantada uma lista de prováveis suspeitos da morte de Tarcísio, a listagem conteria pelo menos 15 nomes de piraculosos. "Ele deve pra Deus e o mundo", disse o PM.
Momentos antes de morrer, Tarcísio havia prometido ir à igreja com a mãe (mulher batalhadora que lutava para tirá-lo do submundo). Ele saiu de casa após um telefonema, e não retornou mais. Algumas horas depois veio a notícia do achado na linha E. A PM isolou o local.
A fama de Tarcísio não se limitava apenas ao mundo do crime ou aos arquivos policiais. Em 12 horas, pelo menos, 8 pessoas me perguntaram sobre o jovem. A pergunta era quase sempre a mesma: "Foi o Tarcísio que morreu mesmo?". Por volta de 11 horas da manhã, de segunda, o BOPE fez o reconhecimento do corpo da Politec e tirou todas as dúvidas.
Nesta terça ocorre o velório e sepultamento do corpo que está na casa da mãe no bairro Marabaixo III. Nem a polícia sabia que Tarcísio estava a morar em Macapá. A última notícia repassada ao Bope era de que ele havia fugido para o município de Porto Grande. Muita gente diz que ele tinha ligação direta com o diabo. Ele e Junior Calango eram como unha e carne. Felizmente, nenhum dos dois está aqui para contar suas histórias.
by Carlos Lima - jornalista
"No atual momento processual, sabendo-se que os envelopes restantes estão idôneos para serem apurados, deve ser esse o curso natural, uma vez que o Conselho de Representantes, por disposição expressado Estatuto da LIESA, não pode alterar o resultado da disputa (Art.26,parágrafo único do Estatuto)".
"A recusa em abrir os envelopes comos votos restantes representa, sem dúvida nenhuma, uma forma oblíqua de alterar o resultado do carnaval. A abertura dos envelopes, por outro lado, deve ser feita publicamente ou, ao menos, na presença de todas as agremiações interessadas, para que não pairem quaisquer dúvidas e seja mantida a transparência necessária para tentarmos manter o carnaval do Estado do Amapá como um dos melhores doPaís".
"Por questão de segurança, determino que acontinuação da apuração seja feita no Quartel daPolícia Militar do Estado, no dia 12 de Março do corrente ano,às 12:00h, sob a presidência deste Juízo, ficando o processode abertura e publicação a cargo dos dirigentes daLIESA. Dada a proximidade da apuração, contatem-se com osdirigentes das Escolas e da LIESA por telefone", disse Paulo Madeira. Asscom Tjap
by Carlos Lima - jornalista
O número de mortos por arma branca subiu para 26. Um jovem foi encontrado morto na linha E do km 9, e um homem foi morto em latrocínio no bairro do Congós na madrugada de terça (9).
by Carlos Lima - jornalista
Uma criança de 7 anos foi atropelada e morta no Infraero II, por volta de 20 horas do último domingo (7). O garotinho se chamava Erick Cristian Bastos da Silva e foi atingido por uma Hillux, de placas NEO3215, conduzida por Francisco Alves da Silva, 44 anos. Polícia de trânsito (Citran) foi acionada e isolou a área em torno do corpo até a chegada dos paramédicos. O menino ainda foi levado com vida ao posto de saúde Marcelo Cândia, no Jardim Felicidade II, mas veio a óbito, 10 minutos depois.
Outro acidente terminou em tragédia no km 9 da BR-210. O motoqueiro, Pedro Martins Rodrigues Benjamim, 48 anos, morreu na hora depois de colidir com dois veículos às proximidades do trevo, que interliga a rodovia Duca Serra à BR-210. Segundo a polícia, os condutores dos dois veículos, Corsa Classic e Gol, Jailson Barbosa e Paulo Denílson Pantoja estavam visivelmente embriagados no momento do acidente. Eles foram apresentados na 1ª DP de Santana onde foram autuados em flagrante, mas pagaram fiança e foram liberados. (C.L)
by Carlos Lima - jornalista
Para algumas autoridades policiais, a descriminalização do porte de arma branca é o fator responsável pelo alto índice de homicídios
Letal, fácil de carregar e fácil de adquirir. Há anos, a “arma branca” vem liderando o ranking de mortes violentas no Estado do Amapá. Legalmente, não há outrora e hodiernamente nada sobre porte de "arma branca" na legislação brasileira. Ou seja, pelo que não diz a lei, portar facas, terçados ou qualquer outro tipo de armamento com fio (cortante) em locais públicos não é crime. O pressuposto contribui para o aumento dos casos de homicídios cada vez mais brutais. Otávio Marques, 44 anos, é a 24ª vítima este ano. Ele foi encontrado morto na madrugada de segunda-feira (8) em frente a sua residência. No ano passado, foram 113 assassinatos com “arma branca”, 50 em Macapá e 17 em Santana.
Até a tarde de ontem, o Amapá alcançava a incrível marca de 24 casos em menos de três meses. Vinte homens e três mulheres morreram, na maioria dos casos, por motivo torpe (em relação às mulheres) e por acerto de contas (em relação aos homens). No ano passado, nesse mesmo período, foram feitas 19 vítimas com “arma branca”, 10 em Macapá. Otávio Marques foi morto com único golpe no peito na rua Dois de Morais, no bairro do Congós, por volta de 2h da madrugada. A faca atingiu o coração do autônomo que morreu no local. A Polícia já descobriu a identidade do assassino.
De acordo com informações da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), na maioria das ocorrências de roubo, o bandido utilizou armas adquiridas facilmente (facas, canivetes, terçados e etc), porém nesse último homicídio, a polícia descarta a hipótese de latrocínio. No Brasil, não existe lei sobre o porte de arma branca, logo não é crime portá-la em via pública, embora a polícia repreenda. A apreensão da faca, canivete, punhal ou terçado só se dará se forem usados como objeto delitivo (roubo, ameaça ou lesão corporal) ou se uma pessoa tiver um histórico de delitos usando esses objetos. Em outros casos, policiais militares não só apreendem a arma como conduzem o indivíduo à delegacia ilegalmente.
A compra e a venda desse material são feitas indiscriminadamente, e o uso desenfreado presente é um grande problema para a segurança pública. Ações repressivas da Polícia Militar em relação a este tipo de arma ocorrem devido ao índice alto de mortes e roubos registrado. Em casos de lesões corporais ou ameaças mediante o uso de faca, o policial procederá legalmente se efetuar a prisão do infrator, podendo enquadrá-lo em algumas das duas, ou nas duas, tipificações citadas. Para algumas autoridades policiais, a criminalização deve ser circunstanciada às intenções do portador e ambiente em que ele esteja portando.
Juridicamente, a palavra “arma” pode ser definida como todo instrumento utilizado pelo ser humano para o ataque e a defesa. Ainda no âmbito jurídico, elas são tipificadas como armas próprias e armas impróprias. As primeiras são destinadas especificamente à finalidade ofensiva (revólveres, pistolas, rifles, etc). As impróprias são objetos eventualmente utilizados para a agressão, embora sua finalidade seja outra (martelos, machados, facas e terçados). Essas são as chamadas “armas brancas”, que podem ser: cortantes; pérfuro-cortantes; as perfurantes e corto-contundentes. As mais utilizadas em roubos, lesões corporais e em conflitos de gangue em Macapá são as pérfuro-cortantes (constituídas por lâmina e ponta).
sábado, 6 de março de 2010 by Carlos Lima - jornalista
... PDE (Plano para Desfalcar a Educação) do atual "gestor" estadual é grande responsável pelo atraso intelectual de toda uma sociedade. Toda a miséria, a falta de oportunidade e o aumento da violência são reflexos dos atos delituosos desta organização criminosa.
"Quem rouba a educação é o pior ladrão". A cadeia é o paraíso para esse tipo de gente! Que o exemplo de Arruda no DF seja o início da era que marcará O FIM da impunidade no Brasil.
Aquele que roubou (furtou) uma lata de leite é porque não teve oportunidades, afinal 200 milhões de oportunidades nos foram surrupiadas vergonhosamente na maior cara de pau. Oléo de peroba para este pseudogestorzinho, que vai para a cadeia sem levar um centavo. O inferno te espera, pois está longe ganhar o perdão de Deus.
by Carlos Lima - jornalista
No final de janeiro, o corpo de uma idosa foi encontrado eviscerado, sem seios e com a região genital mutilada em Cutias
Crimes contra as mulheres não só aumentaram nos últimos anos como estão mais violentos. Na maioria dos casos de homicídio registrados, a delegacia especializada (DCCM) constatou que a vítima e o agressor mantinham algum tipo de relacionamento. Algumas situações corriqueiras do dia-dia como insultos e discussões com uso de palavras pejorativas podem terminar da pior forma possível, afirmou a delegada Josymaria Coelho. Por isso, quem pensa que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” está muito enganado. A delegada aponta o “silêncio” como um dos fatores que estimulam o aumento da agressividade do parceiro.
As mulheres que hoje são vítimas de violência doméstica são aconselhadas a buscar ajuda e compartilhar o problema com vizinhos, familiares e principalmente com a polícia. “Sozinhas, elas não resolverão nada”, orienta a delegada. No início da manhã da última quinta-feira (4), a doméstica Valéria da Silva Picanço, de 24 anos, foi esfaqueada pelo ex-namorado, Felipe Lima. Ela permanece internada em estado grave no hospital de emergência (HE). Valéria foi vítima de três golpes na região do tórax por volta de 6 horas da manhã em frente a uma casa de shows na rodovia Tancredo Neves.
Felipe Lima, de 24 anos, em seguida, foi preso por policiais do 2º Batalhão da PM. Segundo testemunhas, após uma breve conversa e sem alcançar seu objetivo, ele puxou uma faca e, na presença de várias pessoas, desferiu golpes na vítima. Segundo informações da polícia, o ciúme teria motivado a agressão. O infrator foi preso minutos depois pela Polícia Militar e autuado em flagrante na DCCM. Ele deverá responder a processo por tentativa de homicídio e, por enquanto, aguardará julgamento no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Embora a violência doméstica tenha passado a ser tipificada como um crime público desde 2000, não carecendo de apresentação de queixa para que seja desencadeado o processo criminal, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que no caso de violência doméstica que provoque lesão corporal leve, a ação penal depende de representação da vítima. Josymaria argumenta que são as mulheres que têm de se pôr em fuga e procurar ajuda principalmente nas instituições especializadas em atendimento a vítimas desse tipo violência. “Existem os serviços do governo do Estado como o Centro de Referência Assistência à Muller (Cram) e Secretaria de Política para as Mulheres, mas é importante que ela comunique o fato a qualquer pessoa, um parente ou um vizinho”, esclarece.
“A violência doméstica não afeta somente a parte física da mulher, mas também seu emocional”, garante a delegada. “Além das marcas deixadas no corpo em alguns casos, onde a mulher tem o corpo queimado, por exemplo, a autoestima é outro ponto que sofre uma grande mudança, além de problemas como gastrite e ulcera, consequentes do psicológico afetado”, explica.
Vinte e três é o número de pessoas vítimas de arma branca só este ano no Estado. Embora a grande maioria das vítimas seja do sexo masculino (20), os crimes que têm a mulher como vítima (3) chamam atenção pela agressividade com que são cometidos. Em Cutias do Araguary, município pacato a 235 km da capital Macapá, uma agricultora de 67 anos foi encontrada morta no final de janeiro deste ano. O corpo de Joana Ribeiro estava eviscerado, sem seios e com a região genital mutilada. O assassino não foi identificado. O perito da Polícia Técnico-científica (Politec), que trabalhou no caso, afirmou que nunca viu assassinato tão brutal. Joana teve a pele do abdômen removida junto com as vísceras, além de sofrer golpes profundos nas costas.
sexta-feira, 5 de março de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Este é o meu relato sobre o único crime me chocou enquanto repórter policial: a primeira cobertura
Por Carlos Lima, jornalista
Há quase dois anos, divulgo notícias policiais em Macapá. A experiência de escrever a editoria surgiu no pior momento possível. Nos primeiros dias, já havia me dado conta de que a violência alcançou níveis incompreensíveis.
Meus dias de sangue começaram em 2009, fevereiro para ser mais exato. Não pensei que aquilo pudesse me transformar tão rapidamente. O primeiro cadáver foi de um taxista. Até então, eu nunca tinha visto o sangue derramar por um orifício na nuca de um ser humano. Pensei, num primeiro momento, como aquele sapato poderia ser tão insignificante: o sapato que faltava no pé esquerdo da vítima. Estava apenas começando, mas já pensava em pedir as contas do jornal. No dia seguinte com a publicação, percebi que aquele era apenas o prenúncio de uma carreira promissora na editoria. Cheguei àquele lugar isolado às 17h10. Chama-se “Linha E”, um ramal do km 9, da rodovia Duca Serra. Meu coração batia acelerado, e ao mesmo tempo, o ar deixou de existir por uns segundos.
Pensei em voltar e inventar uma desculpa qualquer para o meu editor. Mas, de longe, avistei um ponto vermelho. Bem longe! Lá era o local da desova. Sem sabia ao certo o que significava desova. Ainda não sei como, mas nos aproximamos do ponto: eu e meu parceiro. Percebi que não era apenas um carro comum, vermelho, com rodas, portas e placas e etc. Mas algo ali me deixaria apavorado. Todas aquelas pessoas curiosas apontavam em nossa direção. Talvez diziam: “lá vem a imprensa”.
Desci do carro e vi os olhares enraivados dos homens da farda cinzenta: homens acostumados com achados macabros: pareciam cães... Pensei, antes de mais nada, em ver de uma vez por todas aquilo que o destino resguardou aos meus olhos acovardados. O vento estava forte e o sol incidia com seus últimos raios na linha E. Titubeei diante da mórbida faixa amarela com listas transversais pretas, que isolavam o perímetro ao redor do corpo. Lá estava o ponto vermelho de portas traseiras abertas e a vítima debruçada sobre a janela. Eu mal conseguia ver os cabelos cumpridos, mas sabia que eles escondiam a face da morte. Vinte minutos se passaram até meu coração voltar ao ritmo normal.
Meus colegas jornalistas não hesitaram em buscar as fotos que emplacaria suas manchetes. Nesse momento, ouvi o dever me chamando. Com a mão esquerda na faixa amarela, a direita na máquina e olhar vidrado, me aproximei, abismado. Dalí em diante, achei que aquela hora seria a pior de todas, mas não foi.
O momento da remoção seria a grande revelação. Os cabelos compridos da vítima se banhavam em sangue, escondendo o único buraco na cabeça do pobre homem, que depois descobri que não era tão pobre. Nas mãos da perícia, nada mais ficou de relance. Tudo ficou explícito: o buraco, o sangue, o carro, o pé esquerdo descalço, a morte e todos os vestígios mais da atrocidade.
Aquela foi a minha primeira viagem. Mas para alguém aquele foi a última parada: a última corrida. Vi muitas pessoas em suas últimas paradas, depois disso, e aquele ambiente acabou se tornando parte da minha vida até hoje.
terça-feira, 2 de março de 2010 by Carlos Lima - jornalista
by Carlos Lima - jornalista
by Carlos Lima - jornalista
sábado, 27 de fevereiro de 2010 by Carlos Lima - jornalista
O Presidentedo Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), desembargador Dôglas Evangelista Ramos, e o Corregedor-Geral de Justiça do Estado, desembargador Mário Gurtyev de Queiroz, participam em São Paulo do 3º Encontro Nacional do Judiciário, promovido pelo Conselho Nacionalde Justiça (CNJ).
Durante oEncontro, nesta sexta-feira (26/02), com a participação depresidentes de todos os Tribunais brasileiros (Federais, Estaduais, do Trabalho,Eleitoral e Militar), foi apresentado o resultado final das metas de nivelamento aprovadas no 2º Encontro Nacional do Judiciário realizado em fevereiro de 2009, em Belo Horizonte. Segundo o relatório divulgado, o Tribunal de Justiça do Amapá cumpriu todas as dez metas traçadas pelo CNJ e na Meta 2 ficou em primeiro lugar somando um total de94% de cumprimento.
As 10 metas denivelamento traçadas pelo CNJ são compostas por ações de planejamento estratégico, informatização dos Tribunais, celeridade nos julgamentos (Meta 2), virtualização dos processos e práticas de controle internodos tribunais. Todas possuem como objetivo o aprimoramento da Justiça e à redução do estoque processual, como prevê a Meta 2. A referida meta tinha como finalidade o julgamento, até dezembro de 2009, de todos os processos que entraram no Judiciário até dezembro de2005.
O balanço refere-se aos dados informados pelos tribunais até o dia 17 de fevereiro. O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, classificou o resultado como bastante satisfatório. De 1,8 milhão de processos ainda pendentes de conclusão, a maior parte, 1,6 milhão, tramita na Justiça Estadual, o que corresponde a apenas 10,28% da produtividade total desse ramo do Judiciário em 2008, quando 15,3 milhões de ações foram julgadas. "Os resultados foram claramente positivos", ressaltou o secretário-geral do CNJ.
Para o presidente do Tjap desembargador Dôglas Evangelista Ramos, o resultado do relatório divulgado pelo CNJ, foi satisfatório. "Quero agradecer ao árduo trabalho de todos os servidores e magistrados que se dedicam em fazer do nosso tribunal o líder do cumprimento da Meta 2. Tornando um dos tribunais mais céleres do Brasil", disse oPresidente. De acordo como corregedor-geral de justiça do Amapá desembargador Mário Gurtyev de Queiroz, o relatório apresentado pelo CNJ reflete o empenho do Judiciário Amapaense, dedicado em prestar cada vez mais um serviço de atendimento com qualidade e celeridade ao jurisdicionado. "Nos sentimos muito honrados em ocuparmos o primeiro lugar, parabenizo e agradeço a todos que se empenharam para chegar ao topo da Meta 2", declarou o corregedor.
Além do presidente do Tjap e do corregedor-geral de justiça do Amapá, estiveram presentes o juiz Luciano de Assis, membro da Comissão deInformatização e Coordenador da Equipe de Desenvolvimento de Sistemas do Tucujuris e o diretor-geral do Judiciário Amapaense, Dr. Veridiano Colares.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Segundo a polícia, a escuridão é um fator crucial que pode estar favorecendo a ação dos bandidos no Parque do Forte
Alguns pontos turísticos da cidade de Macapá estão sendo ameaçados pelo aumento da criminalidade. O “Lugar Bonito” é exemplo disso. Desde o ano passado, a Polícia Militar vem tentando combater o consumo e tráfico de entorpecentes e os conflitos entre gangues rivais. Alguns pontos em especial como o Jardim de Inverno criado em uma das laterais da Fortaleza de São José de Macapá reúne todas as condições que favorecem o uso da maconha e outras drogas. A maior consequência de tudo isso é a sensação de insegurança das famílias que frequentam o local.
Incentivar o turismo e a cultura do Amapá. Essa foi uma das propostas apresentadas pelo governo com a conclusão de um dos mais audaciosos projetos paisagísticos. Quase 4 anos após a inauguração, o Parque do Forte, que foi carinhosamente batizado como “Lugar Bonito”, agora serve como ponto de devassidão e delinquência. Aspectos peculiares dificultam a ação da polícia e agravam o problema. Mesmo com o trabalho ostensivo da Polícia Militar do 6º Batalhão, é quase impossível impedir a ação oportunista dos usuários e até de traficantes.
Segundo a polícia, a escuridão é um dos fatores cruciais que pode estar favorecendo a ação dos bandidos no Parque do Forte. Uma das consequências disso é a sensação de insegurança que acaba afastando muitas famílias. O parque compreende uma área de aproximadamente 120 mil metros quadrados em torno da Fortaleza de São José. Para a o comando da PM, a extensão é outro aspecto que dificulta a repressão aos atos ilegais. Para o coronel, Edilelson, comandante do 6º batalhão, a PM busca intensificar o policiamento de quinta a domingo, que são os dias de pico, mas o esforço não supre a necessidade de inibir algumas práticas como o consumo de drogas. “A Polícia tenta controlar, mas a questão “iluminação” não contribui com o trabalho ostensivo”, disse o oficial.
Em 2009, o Parque do Forte apresentou altos índices de ocorrências relacionadas a rixas entre gangues. Recentes denúncias sobre a presença de pessoas armadas no logradouro chamaram a atenção da polícia novamente. Reclamações sobre arrombamentos de veículos também têm sido constantes em toda a extensão da orla. Algumas prisões e apreensões de droga foram feitas no ano passado, disse o coronel, frisando que faltam policiais para reforçar na fiscalização. “Mesmo com a necessidade de efetivo, estamos aplicando policiamento regular no parque. Todos os dias, uma viatura fica designada exclusivamente para aquela área com apoios em dias de maior movimento. A presença da polícia tem inibido os crimes de roubo, mas o consumo de substâncias ilícitas é difícil de combater por se tratar de uma área muito extensa e com baixa iluminação”, disse enfático.
Cerca de duas mil pessoas visitam de forma rotativa a área em torno da fortaleza em dias de grande movimento. A captura de alguns delinquentes foi possível somente após uma operação especial realizada pela PM, em 2009. “Nós encontramos certa dificuldade em combater o ilícito, pois com a aproximação da viatura, eles passavam para outro local e escondiam a droga. Tivemos que montar toda uma operação, inclusive com gravações de vídeo para chegar aos infratores”, esclarece o comandante. O funcionário público, Mauro de Souza, 42 anos, chega a pensar que todo o investimento do Governo do Estado não valeu a pena. “Se continuar dessa forma será mais um lugar esquecido, porque as pessoas não vão querer mais frequentar e muitos pais não deixarão que seus filhos frequentem”, alerta.
by Carlos Lima - jornalista
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Justiça suspendeu na terça (23) sua inclusão em programa de proteção. Menor na época do crime, ele foi solto depois de 3 anos internado.
Alícia Uchôa Do G1, no Rio
O futuro do jovem acusado de participação da morte do menino João Hélio deverá ser decidido na tarde desta quarta-feira (24) na Vara da Infância e Juventude do Rio.
Ele era o único menor na época do crime e foi solto no último dia 10, depois de cumprir 3 anos de internação, que é a pena máxima para menores infratores.
A liberdade do jovem gerou polêmica depois que ele foi incluído no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). Uma vez no programa, que oferece localização sigilosa, ele não cumpriria a determinação da Justiça de cumprir a semiliberdade em um Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD), uma unidade do Departamento Geral de Ações Socio Educativas (Degase), onde deveria voltar para dormir nos dias de semana. Lá, ele teria aulas da escola regular e de cursos profissionalizantes, além de acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais. Com a inclusão no programa anulada, ele se apresentou à Justiça no final da noite de terça-feira (23). De acordo com a ONG Projeto Legal, responsável pelo PPCAAM, o programa prevê também acompanhamento do jovem por uma equipe técnica formada por psicólogos, assistentes sociais e advogados.
Histórico na polícia e Justiça
Apesar de ressaltar que a pena máxima já foi concluída, na sentença, o juiz Marcius da Costa Ferreira afirma que o jovem teve, além do crime, “mais uma passagem(ns) pelo sistema socioeducativo. No presente caso, pela análise do relatório enviado pela Instituição, ter o jovem adulto se envolvido em outro fato, dentro da unidade, contra a vida de um agente e a gravidade dos atos praticados, verifica-se que a internação deveria ser mantida”.
Ao longo de todo o ano de 2009, as avaliações do acusado indicavam que era preciso mantê-lo internado, com avaliações psicossociais e pedagógicas periódicas. O jovem estava entre os rebelados depois de uma frustrada tentativa de fuga.
O histórico pesou na decisão do magistrado ao dizer, na última sentença, que é “necessário mais tempo para que se convença das vantagens da mudança de vida, do voluntário afastamento de seu pernicioso habitat e grupo a que está integrado. É preciso que seja estimulado a participar de outras atividades e grupos socialmente saudáveis, como indicado nos últimos relatórios”.
by Carlos Lima - jornalista
Dentista brasileira estudou fruta amazônica nos EUA.Próximo passo é criar um produto que possa ter uso clínico.
Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São Paulo
Sementes de cupuaçu: seu extrato age sobre a dentina, parando o avanço da cárie.
O extrato da semente do cupuaçu tem componentes antioxidantes que podem diminuir a progressão da cárie no dente, concluiu a pesquisadora brasileira Mirela Sanae Shinohara, após seis meses de pesquisa no departamento de odontologia restauradora da Universidade de Illinois, nos EUA.
“Ele age sobre o colágeno da dentina”, explica a dentista, que atualmente leciona na Universidade Estadual do Amazonas, em Manaus. Isto significa que a ação do extrato se concentra sobre a estrutura mais interna do dente, que fica sob o esmalte. A descoberta pode ter especial aplicação no combate à chamada cárie radicular, aquela que age quando a raiz do dente, que não é coberta por esmalte, fica exposta.
A pesquisadora explica que seu trabalho está ainda no estágio inicial, pois agora será necessário desenvolver um produto – possivelmente um gel ou pasta – que possa ter uso clínico. Além da criação de uma nova pasta dental, outra alternativa seria criar um produto para ser aplicado pelo dentista na cavidade aberta da cárie antes ser feita a obturação. Mirela reforça que a qualidade de diminuir o avanço da cárie é própria do extrato do caroço do cupuaçu sem óleo – ou seja, consumir a polpa ou o óleo da fruta não ajuda a proteger os dentes.
by Carlos Lima - jornalista
Treo, um cachorro da raça labrador, receberá nesta quarta-feira a mais alta condecoração concedida a animais no Reino Unido por sua atuação na guerra do Afeganistão.A medalha "Dickin" é equivalente à "Victoria Cross", a mais alta homenagem oferecida a militares britânicos. Treo, agora aposentado, serviu como farejador no Exército britânico no Afeganistão, onde por duas vezes encontrou bombas escondidas na província de Helmand.
Treo, cão da raça labrador, ganhou medalha no Reino Unido por ação no Afeganistão
Sessenta e três animais já receberam a condecoração no país, sendo 26 cachorros, 32 pombos-correio usados na Segunda Guerra Mundial, três cavalos e um gato. O sargento Dave Heyhoe, encarregado por Troe ao longo de cinco anos, também estará presente na cerimônia de entrega da medalha, no Museu da Guerra em Londres.
A cerimônia deverá ser apresentada por um membro da família real britânica, a princesa Alexandra."É muito importante. Nós somos parte do elemento de busca. Não somos a última resposta , mas somos uma ajuda na busca", afirmou o sargento Heyhoe. Treo era um dos 25 cachorros a serviço do Exército britânico no Afeganistão.Em setembro de 2008, Treo encontrou duas cadeias de bombas escondidas feitas de diversos explosivos conectados. Segundo o sargento Heyhoe, o trabalho de detetive do cão salvou a vida de muitos soldados. "Todo mundo diz que ele é somente um cão que faz serviço militar. Sim, ele é, mas ele também é um grande amigo meu. Nós cuidamos um do outro", disse o militar.Hoje, Treo vive como cachorro de estimação de uma família.
by Carlos Lima - jornalista
Da Agência BrasilEm Brasília
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve votar hoje (24), às 10h, diversos projetos de lei sobre crimes hediondos. Um propõe que seja considerada reincidente a pessoa que comete crime hediondo na vida adulta quando já praticou a mesma conduta quando menor de idade. Outras propostas tipificam o sequestro relâmpago, a corrupção de menores e os crimes contra a administração pública como hediondos.
Também deve ser votado o projeto que torna crime hediondo a corrupção passiva e ativa, com pena de reclusão de dez a 25 anos. Outro projeto especifica as normas gerais para licitação e contratação pelo Poder Público de serviços de publicidade prestados por agências de propaganda
by Carlos Lima - jornalista
Da Agência BrasilEm Brasília
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga hoje (24) se o Estado deve agir obrigatoriamente para investigar e punir a violência doméstica ou se deve aguardar autorização das vítimas. Por decisão do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, a decisão vinculará a Justiça de todo o país.
A questão está sendo discutida em recurso especial por causa dos inúmeros recursos que chegam ao STJ sobre esse ponto da lei.
O procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, requereu ao STJ um julgamento definitivo para evitar as decisões divergentes no país. Estima-se que mais de 90% das ocorrências policiais são arquivadas por falta de representação das vítimas.
A ministra do STJ Laurita Vaz, que presidirá o julgamento, comunicará o resultado a todos os tribunais de Justiça e regionais federais para aplicação imediata em casos semelhantes.
by Carlos Lima - jornalista
A Promotora de Justiça Alessandra Moro irá cuidar de processos relativos à violência doméstica da comarca de Macapá
Por Danielly Salomão/MP
MACAPÁ (AP) - Na manhã desta terça-feira, 23, o Conselho Superior do Ministério Público escolheu a Promotora de Justiça Alessandra Moro de Carvalho como Titular da Promotoria de Defesa da Mulher, que irá cuidar de processos relativos à violência doméstica da comarca de Macapá.
A Promotoria de Justiça tem por objetivo cuidar de processos relativos à violência doméstica, e ainda, prestar atendimento especializado e acompanhar com maior atenção as políticas públicas voltadas para este segmento, mantendo um canal de relacionamento com o movimento social de mulheres, seus conselhos, delegacias e outras entidades representativas.
Segundo o Procurador-Geral de Justiça Iaci Pelaes dos Reis “a Promotoria de Defesa da Mulher será responsável pela efetivação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) e, principalmente pelo fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher”.
De acordo com a Promotora de Justiça Alessandra Moro, a Promotoria de Defesa da Mulher tem como finalidade dá atendimento personalizado à vulnerabilidade da mulher, por meio da ampliação da participação do Ministério Público. “Estaremos elaborando projetos, eventos, ações diversas e execução de trabalhos de acompanhamento com grupos de vítimas de violência e envolvimento da comunidade. A Promotoria não terá apenas atendimento judicial, será mais ampla”, afirmou Alessandra Moro.
Criação
No dia 29-06-2009, o Procurador-Geral de Justiça Iaci Pelaes dos Reis, realizou solenidade de assinatura da Portaria nº 165/2009, para que se crie a Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher da Comarca de Macapá. A criação faz parte da adesão do Ministério Público do Amapá ao Pacto Nacional de Enfrentamento à violência contra as mulheres, defendido pelo Governo Federal através do Ministério de Políticas para Mulheres.
SERVIÇO:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
by Carlos Lima - jornalista
Na manhã destaterça-feira (23/02) o Juiz Titular da 6ª Vara Cível, Paulo César do Vale Madeira, concedeu liminar temporária que suspende a decisão do Conselho da Liga das Escolas de Samba do Amapá (Liesa), em cancelar o resultado do carnaval 2010 e declarar todas as agremições capeães após tumulto. A justiça julgou que não houve qualquer previsão estatutária para esse tipo de decisão prepotente. Sentindo-se prejudicada com tal resultado declarado pela Liesa, a Associação Recreativa Piratas da Batucada, interpôs uma ação cautelar inominada pedindo pela suspensão.
Ao interpor a ação a requerente pediu que seja imediatamente suspensa a premiação das escolas de samba tidas como vencedoras até que seja julgado o mérito principal que definirá a campeã do carnaval 2010. O Juiz atendendo as suas atribuições, após analisar minuciosamente vertente o processo e Regulamento do Desfile das Escolas de Samba, conclui que a Liesa agiu fora dos parâmetros legais, uma vez que não há previsões que permitam, sequer, vislumbrar que todas as Escolas de Samba sejam declaradas como campeãs do carnaval.
Embora as hipóteses taxativas de empates estejam previstas no regulamento do carnaval no art. 45, por outro lado, não existe previsão que, o procedimento adotado pelo Conselho de representantes da Liga, desconsiderou os pontos atribuídos pelos jurados.
De acordo com o Estatuto da Liesa no Art.26 parágrafo único, o Conselho de Representantes não poderá interferir no resultado oficial de carnaval promovido pela Liesa/AP. O Juiz Paulo Madeira concedeu a liminar temporária que suspende a decisão do Conselho de representantes da Liesa e determinou que os valores da premiação fossem depositados em juízo. (Com informações do Tjap)
by Carlos Lima - jornalista
Por Cláudia Chelala
A covardia está relacionada ao ânimo traiçoeiro, pusilanimidade, deslealdade, sordidez. Quando alguém ou um grupo de pessoas se prevalece de uma situação ou circunstância favorável sobre quem não tem condições equivalentes de defesa.
Sou macapaense, tenho 42 anos e nasci no Bairro da Favela, sou economista com mestrado realizado na Universidade de Brasília e doutorado na Universidade Federal do Pará. Sou professora da Unifap, contribuindo para a formação de centenas de jovens do meu Estado e aonde há quase quatro anos exerço a função de Pró-Reitora de Administração e Planejamento. Sou mãe de dois rapazes, esposa de um homem admirável, filha, irmã, tia, madrinha e amiga de um grande número de pessoas que a minha profissão me deu a oportunidade de conhecer.
Jamais tive meu nome vinculado a nenhuma agremiação partidária neste Estado e tampouco a nenhuma escola de samba, bloco de carnaval e sequer jamais fui ver a banda passar... Fui convidada para ser jurada do Carnaval 2010 justamente pelas características de imparcialidade com a qual busco me conduzir ante aos temas: partidos políticos e escolas de samba. Contudo e, para minha sorte, tive meu nome impugnado por razões que desconheço.
Para minha surpresa, por conta de uma série de confusões ocorridas na apuração do Carnaval 2010, estou sendo vítima de sórdidos ataques de pessoas (porque não posso chamá-los de Homens) tentando macular minha biografia no sentido de vincular minha imagem a uma série de eventos que não fazem parte da minha vida como fraudes, subornos, má-fé, etc. Esse cenário de bandidagem expõem nitidamente o caráter (ou melhor, a ausência dele) daqueles que assacam contra mim, uma vez que eu não estive no Sambódromo, não julguei ninguém, e não há como sustentar uma trama eivada de covardia.
A história tem reservado aos covardes um espaço inversamente proporcional as suas ações.
Nós cidadãos amapaenses gostaríamos de ver o mesmo empenho extravagante que alguns expõem durante os dias de folia, por exemplo, em Brasília, na luta pela incorporação no quadro de funcionários da União de parcela dos servidores municipais. Tal feito desoneraria a Folha de Pagamentos da Prefeitura Municipal de Macapá, possibilitando um aumento de salários aos valorosos servidores da PMM.
De igual maneira queremos segurança pública de verdade, em um Estado que se torna cada dia mais violento, ante a um serviço extremamente precário e divorciado das demandas sociais. Aproveito para solicitar ao Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil que observem a conduta de autoridades policiais que podem estar utilizando os veículos de comunicação para acusar inocentes sem provas.
Quanto à parcela da imprensa marrom, é bom que ela exista. Assim é possível separar o joio do trigo. Isso só realça os profissionais de comunicação que estão verdadeiramente prestando serviços a sociedade, daqueles que eu sequer vou me ocupar em tecer comentários, em função de sua absoluta ausência de vértebras.
A mim só resta agradecer as inúmeras mensagens de solidariedade de meus alunos, ex-alunos e colegas da Unifap, e dizer que estou processando judicialmente a todos que desferiram leviandades contra meu nome e a história de honradez e dignidade que construo dia-a-dia em todos os espaços que ocupo no meu Estado, e que não deixarei arranhar com um esdrúxulo e melancólico enredo de covardia.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Os réus foram julgados e condenados por homicídio que vitimou duas pessoas no dia 05 de agosto de 2005
Por Danielly Salomão/MP
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri considerou culpada pelos crimes de homicídios praticados contra Lucivaldo dos Santos Rodrigues e Naiana Marcel Nascimento, a quadrilha chefiada pelo ex-Cabo da Polícia Militar, Rilson Gibson dos Santos. Segundo denuncia ofertada pelo Ministério Público do Estado, e com base nos autos do processo, o crime ocorreu por volta de 3h30 da madrugada de 5 de agosto de 2005 no bairro Jardim Felicidade – zona norte da capital.
O Cabo foi apontado como sendo o mentor e executor direto do duplo homicídio. As vítimas foram mortas com vários tiros. Em sentença o Juiz de Direito João Guilherme Lages condenou Gibson Belo a 16 anos de prisão pelo assassinato de Lucivaldo. Mesma sentença aplicada pelo crime de homicídio contra Naiana. Ele ainda teve como agravante o crime de formação de quadrilha que resultou em mais um ano e três meses de condenação. Somadas as penas o ex-Cabo terá que cumprir no presídio estadual a pena total de 34 anos e três meses de reclusão. Gibson ainda teve anunciada a perda do cargo de servidor público que atuava na área militar.
Além do Cabo Gibson também foram julgados no mesmo processo os irmãos Renato e Josimauro dos Passos Correia e Wellington do Nascimento Cordeiro. De acordo com a peça processual os irmãos acompanharam o Cabo até a residência das vítimas dando cobertura para o crime. Renato que já tinha antecedentes criminais foi sentenciado a cumprir pena de 33 anos e dois meses de reclusão. Josimauro dos Passos teve pena fixada em 29 anos e dois meses de prisão, ambos em regime inicialmente fechado.
Wellington do Nascimento que atuava como motorista do grupo - cuja interpretação da Promotoria teve atuação fundamental ao levar os criminosos até a cena do crime e dar-lhes fuga após os fatos, foi sentenciado a cumprir pena de 35 anos e seis meses de reclusão. Segundo o Juiz Guilherme Lages, no início Wellington surgiu como relator, propondo-se a colaborar com a aplicação da justiça. Mas no dia de seu julgamento se retratou, criando estória de que teria sido torturado pelo Promotor de Justiça Afonso Pereira.
“A atitude deste acusado atenta contra a administração da justiça, embora possua o direito de mentir por ser réu em processo criminal. Porém, isto não lhe dá o direito de jogar lama no bom nome das instituições públicas”, afirmou Guilherme Lages.
SERVIÇO:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
by Carlos Lima - jornalista
Ascom MP
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Comarca de Macapá propôs Ação Cautelar de Sequestro (ACS) contra as mineradoras Alto Tocantins Mineração Ltda. e Ecometals Manganês do Amapá Ltda., após ter recebido denúncia de que as empresas continuam em negociação com os órgãos estaduais responsáveis pela concessão de licenças ambientais para obter manejo e transporte de mais de 800 (oitocentas) toneladas de manganês para fins comerciais.
Na ACS, o Ministério Público requer a determinação judicial liminarmente sem audiência com as referidas mineradoras, o sequestro cautelar das pilhas de manganês estocadas no Porto de Santana e em Serra do Navio, para assegurar o resultado prático de recuperação das áreas degradadas e, ainda, indenização pelos danos morais causados pela exploração do minério. Tais obrigações foram estabelecidas por Ação Civil Pública Ambiental.
Haroldo Franco explica que o sequestro cautelar trata de impedir provisoriamente as mineradoras Alto Tocantins Mineração Ltda. e Ecometals Manganês do Amapá Ltda. de comercializarem o manganês. “Requeremos que essa comercialização só aconteça com mandado judicial, e, se não houver, que o manganês fique retido”, esclarece o Promotor de Justiça.
Esta é a segunda ação ajuizada contra as mineradoras. A primeira foi ingressada ano passado, com decisão liminar (parcial) favorável ao Ministério Público Estadual, e em desfavor das mineradoras Alto Tocantins Mineração Ltda. e Ecometals Manganês do Amapá Ltda.
A concessão dessa liminar deu-se a partir da análise do conteúdo apresentado no processo, e, de acordo com o entendimento da Juíza Alaíde Maria de Paula, Titular da 4ª Vara Cível e de Fazenda Pública da Comarca de Macapá, “ficou demonstrado que a área se encontra degradada, necessitando de recuperação, sendo que o plano de recuperação não foi cumprido, além dos trabalhos estarem paralisados, e ainda, de não haver nenhum tipo de providência para recuperar o meio ambiente degradado pelas Mineradoras, com a exploração de manganês”, informou a Magistrada.
Na época, foi determinada a suspensão e a eficácia da Licença Ambiental 096/2006, e que ao Estado do Amapá se abstivesse de conceder qualquer licença ou autorização para o manejo, embarque e/ou transporte de manganês até ulterior decisão do Juízo, e também a imediata suspensão dos benefícios fiscais concedidos às empresas citadas.
by Carlos Lima - jornalista
by Carlos Lima - jornalista
MACAPÁ (AP) - Na madrugada de sábado (20), o adolescente Thiago Shalon Guimarães, de 17 anos, foi executado a tiros na “Passagem das Graças” no bairro Araxá. O crime enalteceu a revolta e a sensação de insegurança dos moradores do bairro. A maioria precisa caminhar diariamente por ruas e avenidas escuras e sem policiamento. Thiago morreu na rua setentrional, uma das principais vias do bairro Araxá. De acordo com moradores, os criminosos aproveitam a falta de iluminação para agir.
No local do crime, vários assaltos, homicídios e até estupros já ocorreram. "Se não bastasse a falta de pavimentação das ruas e avenidas, ainda temos que viver com medo da bandidagem. De dia já é ruim, imagina à noite, que é pior ainda. Tem rua aqui, que possui só alguns pontos de luzes nos postes no meio da escuridão", destacou o morador José Carlos.
Thiago Shalon levou seis tiros e morreu no hospital. Pelo menos três bandidos estavam em uma Parati, prata, com placas de taxi. Até o fechamento da edição, ninguém havia sido preso. De acordo com familiares da vítima, o crime foi praticado por “Binho” e “John Leno”. Uma das linhas de investigação da polícia é o acerto de contas por suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Mas a família diz que o crime foi motivado por ciúme.
Segundo informações de testemunhas, o adolescente estava voltando para a residência onde morava quando foi assassinado. O jovem ainda foi levado com vida para o Hospital Emergência (HE), mas não resistiu aos ferimentos. Por volta de 3h44, a Polícia Técnico-científica (Politec) removeu o cadáver para os devidos exames necroscópicos. Thiago sofreu perfurações de balas nas costas, na cabeça, na mão direita e na boca.
Amigos de Thiago testemunharam o crime e disseram que os assassinos são do bairro do Muca. Ainda no sábado, o mototaxista Valdecir Correia da Conceição, de 33 anos, também foi assassinado a tiros. Neste crime, a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (assalto seguido de morte). Valdecir chegou a ser levado ao hospital de emergência, mas morreu poucos minutos depois de receber os primeiros cuidados médicos. Este crime ocorreu no bairro Buritizal. O assassino não foi preso.
by Carlos Lima - jornalista
O autor do homicídio foi preso pela Companhia de Radiopatrulha em área de ponte na avenida Diógenes Silva
O paraense Moquias da Costa Silva, de 24 anos, natural de Chaves, foi morto a facadas por volta de 21 horas do último domingo (21) no bairro Buritizal. O infrator foi preso em flagrante pela Polícia Militar e conduzido à delegacia. Esmity Silva, de 28 anos, estava escondido dentro do banheiro de uma casa às proximidades do local do fato.
A polícia suspeita que uma rixa antiga tenha motivado o crime. A vítima foi socorrida e levada ainda consciente em carro particular, mas morreu antes de chegar ao Hospital de Emergência (HE). Duas viaturas da CRPM fecharam o cerco à procura do acusado. A equipe comandada pelo sargento M. Aurélio foi quem efetuou a prisão. A arma do crime só foi encontrada na manhã do dia seguinte por policiais.
Uma testemunha afirmou que a vítima e o homicida tinham uma rixa antiga e que neste domingo, por volta das 21 horas, eles se encontraram e discutiram em via pública. O Infrator Esmity puxou a faca e desferiu vários golpes na região do peito da vítima que ainda correu, mas não resistiu aos ferimentos e caiu. Os golpes atingiram principalmente o coração de Moquias. O corpo dele foi removido pela Polícia Técnico-científica (Politec) e remetido ao Departamento Médico Legal (DML) por volta de 23 horas.
by Carlos Lima - jornalista
MACAPÁ (AP) - Três criminosos invadiram uma faculdade na rua Jovino Dinoá, na região central de Macapá, e renderam três funcionários que faziam a vigilância. O fato aconteceu na tarde de sábado (20) por volta de 15 horas. Nenhum suspeito foi preso. Os bandidos levaram cerca de R$ 10 mil, de acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar.
Não havia expediente na faculdade quando o roubo aconteceu. Dois homens invadiram o prédio, em ação rápida, e foram direto para o local onde ficava o cofre. O alvo dos assaltantes seria a renda arrecadada com as matrículas dos alunos. O terceiro bandido arrombou um carro de propriedade da instituição que foi usado na fuga.
Após a ação, um dos vigilantes conseguiu chamar a Polícia Militar, mas os bandidos já haviam desaparecido. Segundo as vítimas, os dois usavam armas de fogo e faziam várias ameaças. Todos fugiram no carro da faculdade que foi encontrado abandonado no loteamento Ipê.
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