
Para o pai, Elson Gomes Corrêa, o filho não se encontraria com os jovens depois de ter telefonado para a esposa, Sônia.
Na última sexta-feira (11), a Polícia trouxe à tona a prisão de dois menores acusados do crime hediondo que vitimou o Direto da Escola Graziela Reis de Souza, professor Mauro Cézar Corrêa, 44 anos. Ele foi encontrado morto quase degolado em matagal no bairro Pantanal. Com a prisão dos acusados, um de 14 e outro de 15 anos, a Polícia sustentou a tese de que se trata de um crime passional, ou seja, aquele que é cometido em razão de relacionamento sexual ou amoroso.
Na manhã de hoje (14), a família do professor recorreu à mídia para contestar a alegação dos menores ao afirmar que Mauro teria marcado encontro amoroso com os dois. Para eles, não se trata de um crime passional, já que a vítima teria telefonado para a esposa Sônia Maria Trindade, avisando que estaria em casa em poucos minutos.
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A Família quer dizer que Mauro não era gay? Se for isso, com certeza não foi crime passional, mas se em algum momento da vida, ele manteve relação sexual com algum dos crininosos, o crime é sim passional..." Carlos Lima.
Alguém me ajude se eu estiver errado!
Juridicamente, convencionou-se chamar de passional todo crime cometido em razão de relacionamento sexual ou amoroso. No entanto, a paixão que move a conduta criminosa não deriva do amor, mas de seu extremo oposto - o ódio. Pode ser que, no início da relação, assassino e vítima tivessem tido uma relação afetiva e sexual próxima do amor, mas, no momento em que o homicídio é cometido, nenhum amor restou, embora tenha persistido a paixão, que se traduziria em obsessão doentia e destrutiva. Por essa razão, o termo “homicídio passional” continua sendo adequado para designar essa conduta.