Ponte do Jarbas: Uma rotina de medo e insegurança
Ponte do Jarbas concentra grande parte da criminalidade da zona Norte da capital. É lá que funciona o maior quartel de venda de drogas daquela região.Alguns moradores estão receosos com os últimos acontecimentos. Muitos não se sentem seguros mesmo com a presença da polícia no bairro. Outros acreditam que o problema não vai ser resolvido só com o aumento da presença de policiais. Morar na Ponte do Jarbas é viver no submundo. Cidadãos convivem com o medo, o tráfico e a incerteza quanto ao futuro dos jovens e crianças. Alguns pais, ainda, demonstram esperança, embora prefiram ficar no anonimato.
Há muito tempo, a Ponte do Jarbas concentra grande parte da criminalidade existente na zona Norte da capital. É lá que funciona o maior quartel de venda de drogas daquela região. Na última quinta-feira, uma pessoa foi vítima de tentativa de homicídio em plena luz do dia. O tiro acertou a parte direita do peito na altura do ombro. A vítima, Daniel dos Santos Júnior, conseguiu sobreviver, mas ainda está sob cuidados médicos. Até fechamento desta matéria, a identidade do atirador ainda era um mistério para a polícia.
O oficial da Polícia Militar, tenente Max, disse que roubos costumam ocorrer em ambientes nobres e centros comerciais. Descarta-se a possibilidade de ter sido um roubo a tentativa de assassinato que vitimou Daniel, exatamente por isso. “Não há indícios que nos façam crer que foi assalto. A pessoa que atirou foi lá pra acertar contas”, disse o tenente. Uma manicure que mora na frente do local do crime, na Ponte do Jarbas, é testemunha ocular do fato e disse que houve uma briga entre três indivíduos, resultando na tragédia. O autor do disparo é um homem nunca antes visto no local, informou a moradora à polícia.
Comandante da operação tenente Charles disse que a polícia não revidou aos disparos do infrator porque havia certa distância entre a guarnição e o acusado. “Os disparos poderiam acertar algum morador”, frisou. “Seria imprudente disparar daquela distância, A região é cheia de casas de madeira e algum morador poderia ser atingido por balas perdidas. Não revidamos por precaução”, completou. “A ocorrência foi repassada pelo Ciodes perto das 8h45 da manhã. Como nós já estávamos na cola de uns indivíduos por outros assaltos ocorridos anteriormente, nos deslocamos até o endereço em área de ponte. Ele sacou a arma e atirou contra a guarnição, depois saiu correndo pelo lago e se desfez da arma com ajuda de outro indivíduo. Um policial chegou a entrar no lago, mas não conseguiu encontrar o revólver. A priori, o caio deve ser indiciado por 157 e encaminhado para a penitenciária”, relatou Charles.
















