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Macapá, Amapá
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Macapá registra mais de 650 assaltos em três meses

Com a pressão da polícia, as quadrilhas procuram novas formas de agir, e a prática do assalto vai ficando cada vez mais violenta

A cidade de Macapá registrou mais 650 roubos - popularmente conhecidos por assalto - em três meses. É o que mostra um levantamento feito pelo setor de estatística da Delegacia Geral de Polícia Civil do Amapá. Os números são referentes a janeiro, fevereiro e março deste ano e mostram um aumento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2009. Em Macapá, predominam três “tipos de crime”: as “saidinhas de banco”, os roubos a residências e os crimes contra propriedades rurais. No último domingo (18), um empresário de 31 anos perdeu R$ 120 mil para um grupo de assaltantes em sequestro relâmpago na zona sul da capital.

Os casos de latrocínio (assalto seguido de morte) também aumentaram neste período de 2010. Foram registrados quatro casos, dois a mais do que no mesmo período de 2009. O número de mortes na capital por consequência de assaltos chegou a 9 no ano passado. Embora as tentativas de roubo - assaltos frustrados por intervenção da polícia ou da própria vítima – tenham diminuído este ano, isso não quer dizer que algo melhorou na segurança pública do Estado. Quando o número de tentativas caiu, relativamente o número de assaltos consumados aumenta, ou seja, a cada três tentativas a menos, são três roubos perpetrados com sucesso pelo bandido.

No final de março, uma quadrilha invadiu uma chácara na rodovia Duca Serra e levou um cofre com cerca de R$ 4 mil. Na madrugada do último domingo, um crime com as mesmas características foi perpetrado no bairro Buritizal. O empresário Patrick Portal dos Santos foi rendido por quatro homens armados na garagem de sua casa durante a madrugada. A Polícia suspeita que ambos os roubos tenham sido perpetrados pelo mesmo grupo. Trata-se de uma quadrilha marginais especializados em assaltos a residências, que atuam em Macapá há bastante algum tempo. Segundo o empresário, todos estavam encapuzados e armados com revólveres. O crime está sendo investigado pela Delegacia Especializada na Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) da Polícia Civil.

Relacionando os dados com outros períodos, é plausível afirmar que Macapá nunca esteve tão violenta. Em 2009, foram registrados exatamente 2.488 casos de roubo, para 77 tentativas e 9 latrocínios. O ano de 2010 promete ser um dos piores dos últimos cinco anos. Confira o gráfico feito pela Polícia Civil.

Último grande
O empresário estacionou o veículo em frente a sua residência às 5 horas da madrugada. Antes mesmo de descer, ele foi rendido por dois dos criminosos. Sob a mira do revólver, foi conduzido para o interior da residência, onde foi amarrado e agredido a coronhadas. Com a arma apontada para a sua cabeça, ele não ofereceu resistência e obedeceu às exigências dos criminosos, revelando o local onde ficava o cofre. A quadrilha fugiu usando o carro da vítima. Após embarcar o cofre, seguiram com o empresário para uma área escura e deserta no bairro Marabaixo III. Lá, ele vítima foi novamente espancado. Cerca de R$120 mil foram levados, além de algumas jóias e um celular. O carro, bem como o empresário foram deixados na rua Clodóvio Coelho no bairro do Trem.
A vítima compareceu à delegacia de polícia da área e registrou o boletim de ocorrência. A polícia até o momento não tem pistas dos assaltantes. O que se sabe é que o assalto foi planejado e que os bandidos o seguiram até a residência. Eles teriam sido devidamente informados sobre a quantia que o empresário tinha em poder.

Suspeitas

Quadrilhas vêm investindo neste tipo de roubo há bastante tempo. O crime tem como alvo propriedades e estabelecimentos comerciais afastados da área urbana ou em bairros periféricos. O alvo se torna fácil pela falta de policiamento nas estradas e na maioria das vezes, a escuridão em alguns pontos da cidade e o horário de atuação facilitam a prática do crime. O caseiro de uma chácara assaltada em Março passado informou que não identificou os bandidos porque todos estavam encapuzados. A polícia acredita que a quadrilha seja a mesma tanto no roubo à chácara quanto no assalto ao empresário.

A propriedade que fica localizada na rodovia Duca Serra foi alvo de assaltantes no último dia 23 de março. A Chácara denominada Canto Verde que pertence ao ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Luis Fernando Pinto, de viagem para a Europa na época, foi invadida por três homens durante a noite. O roubo teve início por volta de 22h. Caseiro e esposa estavam na casa e foram rendidos.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) informou que os bandidos permaneceram por cerca de duas horas dentro da propriedade a procura de armas, jóias e dinheiro, que estariam dentro de um cofre. Ainda segundo o Bope, sete armas de fogo, entre rifles, revólveres e uma pistola PT 380, foram levados, além do cofre com jóias. As vítimas foram amarradas, amordaçadas e mantidas trancafiadas em quarto durante toda a ação da quadrilha. A polícia foi informada por volta de 1 hora da madrugada, quando o caseiro conseguiu se libertar. Equipes da Rotam – Ronda Tática Motorizada, do Bope, chegaram a fazer rondas à procura de suspeitos, mas ninguém foi preso.

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