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Macapá, Amapá
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TAXI


SOB O MEDO DO CRIME

Além de encarar um dos trânsitos mais violentos do Brasil, os “profissionais do volante” convivem com mau humor de passageiros, estresse, despesas, clandestinidade e agora os assaltos.

Se a fé move montanhas, ela também pode evitar os assaltos. Pelo menos é assim que muitos taxistas têm encarado a vida noturna em Macapá. A cada dia, cresce o número de motoristas que utilizam terços com crucifixos, imagens ou adesivos de santos no interior dos carros. Pequenos furtos, sequestro relâmpago, roubos com lesões corporais, furto do veículo e latrocínio são os crimes que vêm aterrorizando os taxistas na cidade. Somente esta semana, três casos de assalto foram registrados, um deles com esfaqueamento. Na última terça-feira (20), dois homens e uma mulher renderam um taxista durante uma corrida no centro da cidade. Sob ameaça, ele entregou dinheiro, celular, e o taxi foi deixado em área escura no bairro Marabaixo III.

Na maioria dos assaltos, a vítima é levada para um local distante e de pouca movimentação para serem roubados e abandonados à deriva. Nos furtos e sequestros, o taxi é usado para a prática de outros assaltos, quanto o taxista é mantido no porta-malas. O ano de 2009 foi um dos mais violentos para a classe dos taxistas de Macapá. De acordo com o Sindicato dos Taxistas do Amapá (Sintaxi), a média chegou a ser de dois roubos por noite só na capital. Graças a uma parceria com a Polícia Militar, essa média diminuiu até o início de 2010. Todavia, os bandidos voltaram a aterrorizar pais de família e espalhar medo na praça.

Em novembro do ano passado, o taxista Iraelson dos Santos Costa foi morto com um tiro na cabeça no bairro Nova Esperança. O crime ocorreu durante a madrugada no final de semana. Através de uma adolescente que teria sido co-autora no latrocínio, a polícia conseguiu chegar ao criminoso conhecido como “Douglas do Iapen”. Em dezembro, outro profissional foi vítima de meliantes. Os três assaltantes eram detentos que estavam com o benefício do indulto natalino: Ozeas Morais de Deus, vulgo “Tobi”, Gilson dos Santos Martins e Eliezer dos Reis Farias, vulgo “Bola”, presos pela Polícia Militar após o crime, ocorrido às 2h da madrugada.

Em fevereiro, deu entrada no Hospital de Emergências dirigindo o próprio carro por volta de 2h20 da madrugada, o taxista Ari Gonçalves Mendes, de 43 anos. Mesmo sangrando, ele conseguiu chegar à recepção e pedir ajuda. Ari informou à polícia que um elemento pegou seu taxi no centro da cidade e pediu que o levasse até o Perpétuo Socorro, onde anunciou o assalto. Ari recebeu uma facada no pescoço ao esboçar um movimento brusco. O assaltante fugiu sem ser identificado.

No mês passado, outros dois assaltantes foram presos acusados de render um taxista no centro da cidade. Denilson Mendes Souza, de 38 anos, e Cícero Pereira de Sousa, de 22 anos, foram flagrados com a arma usada no crime. O taxista Ivanildo Oliveira Gomes, de 51 anos, foi rendido e humilhado durante uma corrida até o bairro do Trem. Em março deste ano, três homens armados com facas apanharam um táxi no centro da cidade na madrugada e renderam o taxista em assalto. Max, como é conhecido o motorista, foi levado para uma área conhecida como “Piçarreira” às proximidades do Aeroporto Internacional de Macapá, onde foi despescado. Os assaltantes levaram a renda da noite, celular, jóias, som do veículo e abandonaram a vítima no local. Na mesma semana, o taxista conhecido como Barcarena também foi abordado por assaltantes à noite. Dois adolescentes desferiram três facadas no taxista, que ficou entre a vida e a morte. A polícia conseguiu chegar aos infratores e os encaminhar ao centro de custódia para menores (Cesein).


Transporte Clandestino

Além de prejudicar aqueles que pagam devidamente seus impostos, o transporte clandestino representa um grande risco à segurança do usuário. Uma simples corrida pode se transformar em um drama para toda a vida. No ano passado, a jovem E. C., de 19 anos, que reside no bairro Cidade Nova, foi roubada por um motorista clandestino. Ela aguardava o ônibus no centro da cidade, quando se aproximou dela um carro particular de cor preta, de placas não identificadas. Na oportunidade, o motorista ofereceu transporte pelo preço de R$ 2,00 por passageiro. Segundo a jovem, dentro do carro havia mais duas mulheres além do motorista e por isso teria aceitado entrar. Depois que o motorista deixou um das mulheres, a jovem foi rendida em assalto pelo motorista e sua comparsa. Os bandidos tomaram bolsa, celular, dinheiro, documentos e jóias e abandonaram a vítima no bairro do Muca. Ela disse a polícia, que podia identificar o casal de assaltante, porém nenhum deles foi preso.

O medo

As situações criminosas que envolvem os taxistas englobam desde furtos simples, sequestro relâmpago, violentos roubos e latrocínio. Muitos carros são furtados e usados principalmente em assaltos, em seguida são abandonados. Em um crime recente que ocorreu na BR-156 às proximidades de Oiapoque, pelo menos, cinco assaltantes renderam os passageiros e motoristas de um ônibus que fazia linha para Macapá. No crime, que aconteceu no mês passado, eles utilizaram um taxi Branco com registro de furto. Doze pessoas ficaram feridas neste assalto. Como de praxe, o veículo foi abandonado em um ramal.

Ser taxista é trabalham lado a lado com o receio e a incerteza. O receio é de ter que confrontar com bandidos de alta periculosidade, e a incerteza da volta para casa com segurança. A maioria acredita que a única alternativa para escapar da violência é não sair para trabalhar à noite. O presidente do sindicato, Risonilson Barros, aposta em parceria com o poder público e com a polícia. Os assaltos ocorrem todos os dias. Porém muitos casos não são informados aos órgãos de segurança. De acordo com o sindicato, (90%) dos assaltos não são registrados. “As ocorrências só são registradas quando as vítimas sofrem alguma agressão, quando são assassinadas ou quando o bandido é preso. A partir do momento em que o taxista registra o roubo passa gerar uma estatística, que pode ajudar no trabalho da polícia”, alertou o presidente.

Uma estimativa divulgada este ano pelo Sinditaxi revelou que 70% dos taxistas deixaram de trabalhar nas noites de Macapá em função da violência. De acordo com o Sintaxi, 70% dos permissionários (donos da placa) não saem mais à noite e preferem “dar” o carro a um comissionário, àqueles que trabalham por comissão, que além das despesas domésticas, o custo a pagar pelo uso da placa e outras responsabilidades mensais, tem lhes forçado a correr os riscos da profissão.

Agressividade

A maior parte dos bandidos age com agressividade e usa armas de fogo. Geralmente, eles estão bem vestidos e acompanhados de mulher para não levantar suspeitas. Levam o taxista para locais distantes em bairros periféricos como Novo Horizonte, Congós, Infraero II, Muca e Marabaixo. Em pontos isolados, escuros sem movimentação de pessoas, eles anunciam o assalto, se reagir morre, ou no mínimo sai esfaqueado.

Colocar os taxistas no porta-malas do carro e praticar assaltos com o veículo é uma modalidade muito usada pelos bandidos. Uma das histórias mais contadas é de um assalto ocorrido há alguns anos em Macapá, onde o taxista foi colocado na mala do carro e quase morreu asfixiado. O presidente do sindicato relatou detalhes que salvaram a vida deste pai de família. “Só ele dirigia o taxi porque tinha ciúmes do carro. Até na oficina, ele não deixava o mecânico dirigir para testar. Ele mesmo testava. Nem parentes, nem a esposa dele pegava no carro. Graças a isso, ele foi salvo quando estava quase morto dentro do porta-malas. Ele foi assaltado, jogado no porta-malas, e o carro foi usado em outros crimes. Alguns colegas viram que não era ele quem estava dirigindo e acionaram a polícia, que prendeu os dois assaltantes”, conta Risonilson. Este taxista nunca mais voltou a trabalhar.

Maníaco paraense estupra afilhada de 11 anos

Foragido da penitenciária do Estado do Pará, o maníaco Marcos Antônio Cardoso, de 37 anos, foi preso em Santana, no Amapá, na noite desta quarta-feira (21) pela prática de estupro contra uma menina de 11 anos. De acordo com informações da polícia, o acusado já responde a processo por crime homicídio e tinha mandado de prisão expedido pela comarca de Ananindeua, no Pará. O estupro aconteceu na casa do infrator no bairro Novo Horizonte, zona norte da capital.

Traída pela confiança que tinha no agressor, que seria seu padrinho, A criança J. F P., de 11 anos, foi bastante violentada no interior da residência do agressor. A polícia informou que Marcos Cardoso tinha amizade com o pai e a mãe da menina. Após a consumação do estupro que ocorreu na rua Raimunda Rodrigues, no Novo Horizonte, ele fugiu em uma motocicleta para o município de Santana, mas foi preso por volta de 23h30 por policiais do Batalhão de Radiopatrulhamento (BRPM).

O pedófilo foi preso a partir de informações de sua enteada, que informou o endereço exato da casa da mãe na Avenida das Nações no bairro Hospitalidade. A menina foi deixada agonizando em uma rua no bairro Jardim Felicidade às proximidades da casa dos pais. Segundo a polícia, o criminoso demonstrou frieza no momento da prisão e se diz arrependido. Conforme relatou à polícia uma das irmãs da vítima, na semana passada Marcos havia passado a mão nas partes íntimas da criança, fato que por si só já configura crime de estupro.

A garota foi levada para o hospital da mulher onde foi submetida à cirurgia. O estado de saúde dela inspira cuidados. Ela sofreu grave hemorragia durante a conjunção carnal praticada pelo maníaco, que foi indiciado em flagrante na Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM) e seguiu para a penitenciária nesta quinta-feira (22).

Estupro de vulnerável

Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. § 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. Se da conduta resulta morte: pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.

Mais um vigilante é desarmado em assalto

Quatro assaltantes invadiram no último sábado o prédio do almoxarifado da Prefeitura Municipal de Macapá. Um deles foi morto pelo vigilante

Na última terça-feira (20), um vigilante que não teve o nome revelado foi dominado por quatro homens armados no campos da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e teve a arma roubada. Nos últimos meses, a vigilância privada de Macapá imbuída com o dever de evitar roubos e furtos contra o patrimônio alheio agora se tornou o alvo principal das quadrilhas especializadas em assalto. A arma de fogo usada pelo vigilante é o grande atrativo para os assaltantes. A polícia acredita se tratar de ex-detentos e foragidos da penitenciária que estariam se armando para cometer outros crimes.

O último assalto aconteceu em plena luz do dia na área interna da universidade. Os bandidos armados de faca roubaram um revólver calibre 38 e fugiram em um veículo modelo Fiat Uno, que utilizava placa “fria”. A polícia chegou a realizar diligências pelo bairro Universidade, onde fica localizado o campos, mas não foi possível prender nenhum suspeito. De acordo com a PM, a quadrilha chegou pedindo informação e em seguida anunciou o roubo. No último sábado (17), um assaltante foi morto em uma tentativa de assalto com as mesmas características.

Quatro homens tentaram invadir o prédio do almoxarifado da Prefeitura Municipal de Macapá, localizado na avenida Mendonça Júnior, no bairro Santa Rita, e foram recebidos a bala pelo vigilante. Armado com faca, um deles tentou render o vigilante Adriel França Gonçalves, de 28 anos, mas foi alvejado mortalmente. O presidente do Sindicato dos Vigilantes do Amapá (Sindiviap), Roberto Carlos Mendonça, classificou a atitude do profissional como correta para a ocasião, mas alertou que não se deve reagir quando estiver sob domínio dos meliantes.

Adriel França teria suspeitado da atitude dos meliantes e decidiu se antecipar. Ele conseguiu frustrar a tentativa de assalto contra o prédio e evitar que sua arma fosse roubada. A polícia identificou o assaltante morto como Aderlan Estefani Ramos Fonseca, de 19 anos, atingido com um tiro no peito. Os três comparsas se evadiram tomando destino ignorado após o tiro. O fato ocorreu por volta de 13h30.

Presidente em exercício Roberto Mendonça afirmou, ainda, que todos os profissionais passam por um amplo curso de formação com treinamentos que incluem técnicas de sobrevivência, exercícios para uso correto de armamento, defesa pessoal e técnicas operacionais. “Os vigilantes são altamente qualificados para defender o patrimônio e a própria vida. Se houver troca de tiros e morte do bandido, o procedimento adequado é informar ao serviço de emergência, a empresa e as polícias”, declarou.

Drama do trânsito aumenta a cada morte no Amapá


A sociedade, no início deste ano, acompanhou enternecida a tragédia que se abateu sobre a família do tenente Nascimento, do Corpo de Bombeiros. O filho Jonathan morreu atropelado por um condutor bêbado no bairro do Congós

O drama vivido pela atriz Cissa Guimarães, da TV Globo, esta semana, relembrou algumas mortes no trânsito que chocaram a sociedade amapaense nos últimos anos. Assim como a atriz, que perdeu o filho Rafael, de 18 anos, atropelado na madrugada da última terça-feira (20), muitos outros pais ainda sentem na pele a mesma angústia que sucede à perda trágica. Rafael Macarenhas morreu após ser atropelado no Túnel Acústico, da Gávea, zona sul do Rio e foi velado nesta quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na zona portuária do Rio. Casos como do estudante Jonathan Casanova de Melo Sacramento, de 20 anos, ocorrido em abril deste ano, na zona sul de Macapá são relembrados a cada nova tragédia.

A sociedade macapaense, no início deste ano, acompanhou enternecida a tragédia que se abateu sobre a família do tenente Nascimento, oficial do Corpo de Bombeiros do Amapá. Jonathan, filho mais novo, morreu na noite do dia 5 ao ser atropelado por um condutor alcoolizado no bairro do Congós. O velório do estudante que ocorreu na capela mortuária Santa Rita no dia 6 de Abril foi marcado pelo clima de revolta, que cresceu a partir do momento que a polícia comprovou a embriaguez do condutor que provocou o acidente.

De acordo com a polcia, o motorista do Corsa Sedan que atropelou Jonathan seguia alcoolizado no sentido Congós-Centro e perdeu a direção três vezes, provocando três acidentes consecutivos. O automóvel foi encontrado em uma lavagem na avenida 13 de setembro, no bairro Buritizal, e o infrator Ivan Brandão da Silva, de 22 anos, dormia bêbado no banco de trás. Ivan foi submetido ao teste de dosagem alcoólica, que atestou positivo (1.19 g/l de álcool no sangue, medida considerada muito elevada). Segundo a Polícia Militar, ele infringiu, pelo menos, quatro artigos do Código de Trânsito Brasileiro, além de praticar homicídio doloso.

Homicídio doloso

Causar morte ao dirigir em alta velocidade e embriagado deixou de ser considerado crime culposo, ou seja, sem intenção de ocorrer. Pelo menos foi esse o entendimento da Justiça estadual ao julgar, até agora, dois casos envolvendo mortes nas ruas da cidade de Macapá. Em decisão inédita do Tribunal de Justiça, em julgamento que ocorreu em abril de 2010, o Ministério Público comprovou que crime praticado no trânsito nas circunstâncias em que o motorista estiver alcoolizado deve ser julgado no Tribunal do Júri, por representantes da sociedade.

O caso julgado em abril foi um duplo homicídio praticado por Lucas Melo Ribeiro, 24 anos, que, ao dirigir embriagado e ultrapassar uma preferencial na avenida Nações Unidas com a rua General Rondon, atropelou o casal Benedito Jorge Soares e Fabiane Cristina de Oliveira. O primeiro teve morte instantânea e a segunda morreu a caminho do hospital. O acidente aconteceu no dia 5 de agosto de 2006, por volta das 6h da manhã. A promotoria ofereceu a denúncia qualificando-a como homicídio doloso, devendo o réu ir à Juri Popular. De acordo com o processo, o denunciado conduzia o veículo como “senhor absoluto” da pista, em ato de exibicionismo, transformando o trânsito em via de satisfação egoística, configurando o motivo torpe, repugnante, causadora de repulsa excessiva pela sociedade.

No último final de semana, Macapá registrou quatro mortes no trânsito. Uma das vítimas foi enterrada na última segunda-feira (19). Trata-se do senhor José Vicente Senna, de 53 anos, autônomo, atropelado na manhã do último domingo (18) na rua Beira-rio, na orla da cidade. Vicente Senna foi mais uma vítima da imprudência e deixou profunda dor em seus amigos e familiares. A esposa Aldalita Siqueira o acompanhava no momento do acidente e viu de perto a tragédia. Senna foi velado na casa onde morava na avenida José Trajano de Sousa, no bairro Santa Inês, na companhia da esposa. O motorista que provocou o acidente não prestou socorro às vítimas, mas foi preso pela Polícia de Trânsito algumas depois e vai responder PR homicídio culposo. Nicolau Braga Ribeiro, 29 anos, foi indiciado, mesmo tendo negado as acusações.

No início deste ano, um veículo Siena atropelou e matou garoto de 15 anos na rua Hildemar Maia, bairro do Muca, por volta de 22 horas do dia 7 de setembro de 2009. Com o impacto, a vítima foi arremessada a um distância de cerca de 15 metros. Segundo a Polícia, o condutor Fred Lobato Cruz Neto, 21 anos, estava embriagado e dirigia em alta velocidade. Fábio Barbosa da Silva morreu na hora. Em 2009, Nelcy dos Santos Dutra, de 46 anos, tentou desviar de um monte de entulhos sobre o asfalto e acabou atropelada por uma caçamba. O condutor da caçamba depois de passar por cima do corpo da ciclista, provocando esmagamento de grande parte do corpo, não parou o veículo e foi imediatamente perseguido por uma viatura da Polícia Civil, que passava pelo local.

O fato aconteceu em frente a uma delegacia no bairro do Congós. O veículo foi interceptado há aproximadamente cem metros a diante. No instante da abordagem, o Alacid Ramos Lobato, condutor da caçamba, não habilitado, tentou correr, mas foi capturado e detido no Ciosp do Congós para os procedimentos de praxe. Nelcy morava na avenida Guajarina Mendes no bairro do Congós e seguia para o trabalho naquele momento. Ela teve o corpo parcialmente dilacerado, e o crânio esmagado. Fotos dela morta foram veiculadas em primeira página de um jornal local.

Expedição de certidão de ocorrências policiais está suspensa até 7 de agosto

Nota da Polícia Civil

Atenção

A Polícia Civil do Estado do Amapá informa a seus usuários que no período de 21 de julho a 07 de agosto, o Sistema de Ocorrência Policial (SIOP) passará por uma revisão técnica. Desta forma, a expedição de certidão de registro e a pesquisa de ocorrências anteriores estarão suspensas nesse período.
Lembramos, por meio de ferramenta alternativa, todas as unidades continuarão a realizar registro normalmente e que os registros de perdas, bem como de denúncia online continuarão a ser oferecidos no site da instituição
www.policiacivil.ap.gov.br.

Agradecemos a compreensão.

Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Amapá

Tocando o terror

Funcionários invadem casa de empresário em assalto e espancam empregada

Durante dois meses, José Augusto de Melo Cruz, de 27 anos, e Claudenir da Silva Rodrigues, de 23, planejaram o crime e executaram com a ajuda de quatro comparsas

A polícia ouviu nesta segunda-feira (19) a empregada doméstica espancada durante um assalto à residência ocorrido no último domingo (18), no bairro Marabaixo. Através dela, chegou-se a dois funcionários que trabalhavam a cerca de dois meses em uma empresa de mármore que pertence ao empresário Sérgio Lara dos Santos, de 40 anos, proprietário da casa assaltada. Um dos assaltantes foi reconhecido quando a empregada esteve na marmoraria para falar com o patrão. Uma criança de sete anos que testemunhou a ação da quadrilha também reconheceu o criminoso.

Segundo a polícia, um dos acusados foi quem agrediu a coronhadas na cabeça a empregada identificada pela polícia como Benedita. A residência roubada fica no loteamento Bela Ville, às proximidades da rodovia Duca Serra, no bairro Marabaixo III e foi invadida por volta de 20h. O empresário estava de viagem para Laranjal do Jarí (AP) na ocasião do assalto e foi informado por telefone sobre o ocorrido. Após a prisão, Sérgio classificou o crime como um “acontecimento triste”, que afetou, sobretudo, o fator psicológico das vítimas.

“Cara de pau”
O suposto assaltante José Augusto de Melo Cruz, de 27 anos, trabalhou normalmente na segunda-feira como se nada tivesse acontecido, mas foi preso pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e encaminhado à seccional de flagrantes do pacoval com o uniforme da empresa, juntamente com Claudenir da Silva Rodrigues, de 23, comparsa capturado em outra diligência. Segundo informações de Sérgio, seis pessoas fazem parte da quadrilha que invadiu a residência por volta de 20h, de “armas em punho”, e fez um arrastão.

Uma senhora de idade, que prestava serviços domésticos, e uma criança de sete anos foram rendidas e humilhadas pelos bandidos. “Eu estava em Laranjal do Jarí quando recebi a notícia de que haviam entrado em minha casa e agredido a minha empregada”, declarou Sérgio. O empresário informou, ainda, que a quadrilha também invadiu a marmoraria durante a noite e quebrou vários objetos e portas.

A procura do cofre
Na casa, eles derrubaram o portão, arrombaram as portas e reviraram todos os cômodos em busca de dinheiro e jóias. “Eles buscavam um cofre que não existia”, frisou Lara. Tanto a empregada quanto a criança fizeram o reconhecimentos dos criminosos. “Eles abriram a cabeça da minha empregada de um lado pro outro com coronhadas. Ela levou 16 pontos”, conta. “Todos agiram de cara limpa”, completou Sérgio, contando que vários pertences foram levados da casa, entre eles um notebook e 200 frascos de perfume.
Trama

A equipe do tenente Rogério, da Rotam, foi quem efetuou a prisão de José Augusto de Melo Cruz e Claudenir da Silva Rodrigues. Eles foram indiciados e encaminhados na manhã de terça-feira à penitenciária. Um deles trabalhava na entrega de material e o outro fazia serviços gerais, ambos estavam na empresa a cerca de dois meses, tempo suficiente para tramar o assalto. Claudemir é natural do Afuá, no estado do Pará e residia no bairro Fonte Nova, em Santana.

A polícia fez diligências na casa dele a procura da materialidade do crime, mas nada foi encontrado. Sérgio ressaltou que teme por represália da família por isso providenciou a instalação de um sistema de segurança na casa. “Os seis entraram de arma em punho”, “Destruíram toda aporta da sala de jantar e as portas dos quartos”. Já estou providenciando a instalação de um sistema de segurança.

Crimes Insolúveis: Mortes e assassinatos inexplicáveis em Santana

Assassinos cruéis ainda estão à solta. A polícia civil destacou dois casos que comoveram a cidade de Santana e que ainda permanecem
insolúveis, um deles ficou conhecido como "crime do freezer"


A Polícia Civil de Santana ainda busca pistas e testemunhas que levem à elucidação de dois casos brutais de assassinatos que chocaram a cidade em 2006 e 2007. Quatro anos se passaram desde a morte do autônomo Antônio Pereira, de 52 anos, espancado e mutilado em um terreno baldio próximo da rodovia Duca Serra. A polícia encontrou o corpo com várias marcas na costela, rosto, cabeça e golpes de faca. Outro caso também chamou a atenção da polícia e ficou conhecido como o "Crime do Freezer".

Pelo menos três delegados já assumiram o inquérito que apura a morte do senhor Antônio Pereira desde que foi instaurado em 2008, dois anos após o crime. Ele foi morto no dia 24 de junho de 2006, mas a polícia só começou a investigar o caso na data que consta de abertura do inquérito pelo delegado José Nazareno Lobato, no dia 27 de fevereiro de 2008. Foram trabalhadas várias linhas de investigação, incluindo a de latrocínio (roubo seguido de morte), mas nenhum dos caminhos levou ao autor bárbaro e o crime continua sem solução.

Em 2008, tendo a frente do caso o delegado Francisco Sávio Alves Pinto, da 1ª DP de Santana, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico da vítima, passando a interrogar pessoas que tiveram contato com a vítima nos momentos que antecederam a morta. O material analisado após a quebra do sigilo revelou que a última ligação de Antônio foi para um telefone público no bairro Novo Horizonte, em Macapá, no entanto não se quem estava do outro lado da linha.

Para o delegado Francisco Sávio, que preside o inquérito atualmente, existe apenas uma certeza após dois anos de investigação. "Trata-se de um crime sem motivação". Para ele, os autores agiram pelo impulso psicopata, matando unicamente para satisfazer o desejo sádico. Sávio afirmou com veemência que não pretende arquivar este caso.

"Crime do Freezer"

Em 2007, a Polícia Judiciária se mobilizou para investigar um homicídio que ficou conhecido como o "Crime do Freezer". Segundo o delegado, várias pessoas já foram ouvidas, inclusive alguns suspeitos, mas ele alega não ter conseguido provas suficientes encaminhar o inquérito ao Ministério público. Atualmente, a polícia trabalha com a hipótese de crime passional. Sávio ressalta que a vítima foi encontrada irreconhecível no interior do freezer de sua residência no bairro Paraíso. A maior parte das agressões foi contra o órgão genital e a cabeça.

O delegado afirmou, ainda, que a vítima possuía um relacionamento amoroso com uma mulher casada e que a partir da confissão desta amante sobre o tal relacionamento, concluiu-se que o marido seria o principal suspeito do crime. Por falta de testemunhas e provas não foi possível indiciá-lo, visto que ele também nega as acusações. "Alguém sabe, alguém viu. E nós queremos apenas uma denúncia anônima para seguir com as investigações", ressalta o delegado Sávio, enfatizando que pequenos detalhes, como a placa de um suposto carro no qual teria entrado a vítima antes de ser encontrada morta, podem fazer a diferença e levar até o criminoso.

Escala de prioridades do prefeito de Santana

Nada contra o prefeito de Santana Antônio Nogueira, mas a última foi de morrer. A justiça encaminhou uma ordem de reintegração de posse a cerca de um mês ao comando da polícia. Trata-se de um terreno no Delta do Matapi, que foi ocupado por cerca de 300 famílias. A decisão da justiça de retirar essas famílias mostra que, na escala de prioridades do prefeito, o povo santanense está a baixo da merda (com perdão da palavra). É que o prefeito recorreu á justiça para expulsar as famílias porque pretende transfomar a área em uma bacia de decantação, que irá receber parte do esgoto e dos resíduos fecais do população de Santana.

Trabalhadores lutam pelo direito ao porte de arma

Projeto de lei em tramitação no Senado inclui liberação para cinco categorias

Um projeto de lei pode conceder o porte de arma para médicos peritos da Previdência Social, integrantes de carreiras de auditoria tributária, oficiais de justiça, avaliadores do Poder Judiciário e defensores públicos. A iniciativa é uma alteração do projeto idealizado pelo deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA), em dezembro de 2005, que previa a liberação do porte só para auditores do trabalho, categoria contemplada pela lei dois anos depois.

Um dos casos que chocou a opinião pública foi o do médico perito José Rodrigues da Silva, ex-presidente da Associação Médica de Patrocínio, de Minas Gerais, assassinado aos 61 anos, em 2007, por um gari revoltado depois de ter negada a sua aposentaria "Frequentemente, os peritos recebem ameaças de agressão, verbais e físicas, e até de morte. É uma profissão que envolve riscos, porque muitas vezes contrariamos interesses", afirma o médico Paulo Cesar de Carvalho, de Ipameri, em Goiás.

O exercício profissional das seis categorias beneficiadas é considerado perigoso. De acordo com estatísticas da Associação Nacional de Médicos Peritos (ANM), em 2008, foram registradas 102 agressões contra a categoria, uma média de duas por semana. Em 2009, 72 profissionais sofreram agressões. "Sou favorável ao porte de arma, desde que tenhamos treinamento para usar a arma", comenta Carvalho.

Para Alexandre Dias Mesquita, presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Distrito Federal, o oficial de justiça geralmente trabalha só e nas ruas, não sabendo quem vai encontrar pela frente. Ele também produz mandatos de extremo risco como o de busca e apreensão. "A gente só procura o apoio da polícia quando a violência já está sendo cometida", explica Mesquita, que defende a correção no Estatuto do Desarmamento, que retirou "indiscriminadamente de todo mundo, inclusive de algumas categorias, o direito ao porte de arma".

O presidente da Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim), Célio Fernando, defende que o Estado tem a obrigação de fornecer aos seus servidores todos os meios necessários ao desenvolvimento de suas atividades, tanto quanto garantir-lhes as condições para a preservação da integridade física e moral. "Uma vez que as atividades de auditoria podem expor os técnicos responsáveis pelos lançamentos tributários a situações de risco de morte, a Fenafim defende que a esses seja autorizado o porte de arma de fogo", diz . Ele também acredita que o servidor que portar uma arma de fogo em razão do seu ofício deve ser habilitado a fazê-lo de forma adequada, pois, "a arma passa a ser um instrumento de trabalho".

Segundo Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil, a liberação dos portes nada mais é que a adequação da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento) ao resultado do referendo de 2005 e à realidade nacional, que não foi levada em conta no momento da aprovação do mesmo. "A lei mostrou-se ineficaz no combate à criminalidade e deixou desprotegido o cidadão brasileiro", afirma. "O porte de armas é uma necessidade real dessas categorias, diariamente expostas a grandes riscos."


Uso responsável da arma

"Não é recomendado que ninguém porte uma arma sem treinamento técnico específico", alerta Mesquita, da Associação dos Oficiais de Justiça do Distrito Federal, que defende a capacitação para todos os sete mil oficiais de justiça federais.

Salesio Nuhs, diretor institucional da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), ressalta que "ao adquirir uma arma de fogo, o proprietário faz um psicotécnico e um teste prático, que servem para alertar principalmente sobre seus itens de segurança e manuseio". Ele sugere ainda a necessidade de guardar a arma em local seguro e trocar a munição a cada seis meses.

Repórter Ana Bernardes

Programa Luis Melo Entrevista

Gosto do programa Luis Melo Entrevista porque sempre a discussão é muito rica, e o que é mais interessante, as opiniões divergem sempre. Mas é nessa hora que saem os absurdos da vida, as pérolas do rádio. (Esse eu ouvi muito bem e não fiquei feliz, me incomodou muito). Um comunicador da bancada se referiu ao caso Bruno do Flamengo com a seguinte expressão: “Aquela Besteira”. Infeliz comentário, meu caro. Sua intransigência extrapolou todos os limites do bom senso.

O caso bruno chocou o país e revelou um homem capaz de tudo por seus interesses e para não ser visto como o pai do filho de uma "Maria Chuteira" (expressão da Veja). Bruno assassinou a mãe de seu filho e deu os restos mortais para os cachorros comerem. Você acha que isso é uma besteira?? E se fosse com uma filha sua?? Quantas vezes você gostaria de ver a cara deste sujeito no xilindró??? Milhares de mulhres são agredidas e outras mortas por seus companheiros no Brasil todos os anos. Que besteira diria o CB do programa.......

39 presos: Túnel é reutilizado em maior fuga da história do Iapen


Segundo um agente, o túnel tem mais de 80 metros para o lado norte da penitenciária. Extra oficialmente, as informações apuradas pela manhã apontavam para o mesmo túnel usado na fuga do mês de junho quando escaparam 15 detentos

Os trinta e nove presos que fugiram do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) na madrugada desta segunda-feira (12) reutilizaram um túnel usado em uma fuga há cerca de um mês. O fato deixou o departamento de segurança do presídio em situação de vergonha perante a sociedade. “A minha guarnição está envergonhada”, admitiu um agente penitenciário. A maior fuga da história do Amapá mostrou que o sistema penal amapaense chegou ao nível máximo de desastre. Os relatos dos agentes na manhã de ontem (12) soaram em tom de desabafo. Para muitos, o acontecimento poderia ter acabado de forma trágica com mortos e feridos. “Os presos estão dispostos a tudo”, disse Marton, da segurança.

Segundo informações de agentes, o túnel usado para a fuga tem em torno de 80 metros ao lado de trás da penitenciária. Extra oficialmente, as informações apuradas pela manhã apontavam para o mesmo buraco usado na fuga do mês de junho quando escaparam 15 internos. O agente Marton declarou que os presos da cela 4B já vinham cavando há, pelo menos, três semanas, e que o plano teria iniciado logo após o duplo homicídio ocorrido no pavilhão Medidas de Segurança.

A fuga teria ocorrido entre meia noite de 1h30 da madrugada, mas só descoberta pela segurança por volta de 2h30 por meio de uma ligação anônima. O denunciante informou que um suposto interno estaria circulando pelas ruas do bairro Marabaixo III. A partir da denúncia, a chefia do plantão providenciou as rondas pelos pavilhões, em especial na cela onde estaria sendo custodiado o preso denunciado através da ligação. Alguns detentos se recusaram a abrir a cela, sendo necessária a quebra de algumas trancas para o acesso dos agentes.

Após a retirada dos detentos, foi contatado o túnel no interior da cela 4B, e todo o material havia sido acondicionado dentro de sacolas no banheiro e sobre as camas de concreto. Marton esclareceu que em razão de uma determinação, os agentes deixaram de ter livre acesso às celas, em função disso os presos tiveram tempo suficiente para planejar e executar a fuga. Desde 2009, a portaria foi baixada no presídio, restringindo as revistas. A partir de então, só poderiam ser realizadas através de ordem judicial.

No mesmo período desta determinação, um grupo formado por 22 agentes, conhecido como “a Equipe Charles”, foi presa através de investigação do Ministério Público acusados de tortura. As primeiras revistas teriam sido solicitadas ainda na gestão de segurança do tenente Vilhena, e também após o duplo assassinato. Porém todas foram negligenciadas. Segundo os agentes, o Iapen não reúne as condições mínimas para funcionamento. Além da falta de luminosidade, os agentes ainda convivem com os problemas de saneamento básico e a falta de armamento adequado.

Nomes

Edson Oliveira Maia, Willian Edjon Ramos Corrêa, Marlúcio da Silva Monteiro, Idelvan Rocha, Genival Moraes da Silva, Amilton Leite Pacheco, Renan César Cantuária, Ivan Wilander Coelho dos Santos, Michel de Lima, Marlon dos Santos Barbosa, José da Luz Oliveira, Nildo dos Santos, Monteiro, João Carlos do Espírito Santo Borges, Jaildo Lima Serra, Ivandro de Souza Rodrigues, Lindomar Silva de Paiva, Gildson Loureiro da Silva, Alexandre Júnior Lobato da Conceição, Adinaelson Lobato da Conceição, Adriei Monteiro da Silva, Ronan Costa Ferreira, Alonso lmeida S. Júnior, Jairo da Silva Machado, Ubaldo Mafra Jonatham Gomes Pinto, Cássio Araújo Braga, Antônio Martins Soares da Silva, Rogério Ferreira da Silva, Rosenil Ribeiro de Souza, Roberto Robson Sousa da Costa e Marcos Camões da Silva.

Buscas

As buscas foram feitas pelos agentes em veículos particulares com apoio de três guarnições do Batalhão de Radiopatrulhamento (BRPM) e uma equipe de Rotan, do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Aildo Lima Serra e Osmael Souza Figueiredo foram recapturados pela polícia em frente a uma faculdade na rodovia Duca Serra por volta de 3 horas da madrugada.

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