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sábado, 7 de agosto de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Uma parcela de POLICIAIS CIVIS no Amapá está fazendo um verdadeiro “trabalho de formiguinha” buscando afundar cada vez mais o nome da instituição. Se não bastassem os escândalos de POLÍCIA QUE PRENDE POLÍCIA, alguns servidores estão maltratando pessoas de bem que procuram pelos serviços. A sociedade se SENTE insatisfeita com a maneira que alguns agentes sedentários estão "atendendo" no Ciosp do Pacoval. Na verdade, trata-se de “desatendimento ao público”.
Pior do que integrar quadrilhas e organizações criminosas é despeitar e humilhar o cidadão honesto pagador de impostos. É clichê! Mas é a verdadeira face destes homens. As exceções (A MAIORIA) que me perdoem, mas a polícia civil cai cada dia mais no conceito da sociedade. Vai chegar um dia que vamos ver o Amapá dominado por policiais insolentes e corruptos que só sabem humilhar o ser humano e dificultar o trabalho de outros.
Senhor secretário de segurança, pelo amor de Deus, esses homens precisam de tratamento ou continuarão destruindo a dignidade do CIDADÃO amapaense. O noticiário às vezes aumenta, mas nunca inventa. A Polícia Civil possui delegados excelentes e equilibrados. A maioria é dotada de honestidade, determinação, obsessão pela verdade e pela paz social. Porém o que pesa mais na balança são as atitudes DELITUOSAS de alguns agentes, principalmente aqueles que trabalham por trás de balcões. Esses são os piores. Obesos, alcoólatras e VICIADOS. Quem pensar em me desmentir, primeiro procure provar que tudo isso é mentira...
Por minha conta e risco. Amanhã posso aparecer morto.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Na 3ª Sessão Ordinária da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Macapá, realizada no dia 04 de agosto (quarta-feira), foi posto em julgamento o acusado F. M. F. da S., denunciado pelo Ministério Público, por ter desferido vários golpes de faca na vítima L. V. F., na madrugada do dia 05 de setembro de 2009, por volta de 01h:30, em via pública na rua dos Maris, bairro açaí. O réu, munido de uma faca, desferiu vários golpes nas costas da vítima, causando-lhe lesões, não consumando o homicídio por circunstâncias alheias à sua vontade.
No julgamento, o Conselho de Sentença desclassificou o delito de tentava de homicídio simples para lesão corporal. Em análise, o Presidente da Sessão, Juiz Eduardo Navarro, verificou existir apenas exame de constatação, não esclarecendo a natureza das lesões, exigindo exame complementar, o que não foi apresentado pela autoridade policial.
Com base na insuficiência de provas, o Juiz classificou como leves a natureza das lesões sofridas pela vítima e encaminhou o processo para ser apreciado pelo Juizado Especial Criminal da Comarca de Macapá, em razão da perda de competência para apreciação do mérito, por se tratar de delito de menor potencial ofensivo, regido pela Lei 9.099/95.
No Fórum da Comarca de Tartarugalzinho, dois processos foram julgados em tempo recorde. No primeiro processo, cumprindo o rito do Tribunal do Júri, quatro homens acusados pela prática de crime doloso contra a vida, foram levados a júri popular no dia 30 de julho deste ano. O primeiro acusado foi condenado a 14 anos de reclusão. Os outros três foram condenados a 13 anos. Todos em regime inicialmente fechado.
O fato ocorreu no município da mesma Comarca, no dia 24 de abril de 2010, por volta das 22h30, quando quatro homens passaram a agredir a vítima a golpes de faca, garrafadas e pauladas. O ato criminoso teve início às proximidades de um bar, com desfecho do episódio no interior do mesmo. Não resistindo aos ferimentos, o agredido veio, em seguida, a óbito.
Segundo o primeiro condenado, o crime foi praticado porque a vítima tinha um relacionamento amoroso com sua mãe e este não aceitava. Além do que, a vítima era dada a arrumar confusão com aquele, que juntamente com seus comparsas, esperaram a vítima sair do bar onde estava, atacando-a no meio da rua.
Desde quando começou a tramitação processual deste crime, mais precisamente no dia 06 de maio de 2010, até a realização do Tribunal do Júri e a condenação dos réus, o Juiz Nilton Bianquini Filho, Titular da Vara Única da Comarca, levou pouco mais de dois meses para concluir os trabalhos.
No outro processo, a rapidez e a celeridade dos trabalhos foram ainda maior. Dois dias foram suficientes para concluir o caso do homem que, no dia 30 de julho deste ano, por volta das 19h, tentou subtrair, para si, duas peças de roupas do interior de uma loja de confecções, em Tartarugalzinho, e que só não conseguiu sair com as peças porque foi surpreendido pelo proprietário da loja.
A tentativa do acusado se deu em razão do proprietário ter se ausentado um pouco e, quando retornou, viu o homem suspeito dentro de seu estabelecimento comercial. Uma vez que já conhecia a fama do dito, perguntou ao mesmo o que havia pegado, pois percebeu alguma coisa dentro da bermuda. Ocasião em que levantou a camisa do infrator e viu duas peças de roupa feminina, sendo um short de lycra e um short de cintura alta.
O homem disse que os objetos eram para comprar bebida e comida, pois não tinha nenhuma ocupação, vivendo perambulando pelas ruas do município. Na segunda-feira (02/08), a denúncia foi recebida no Juízo da Comarca de Tartarugalzinho e no dia 03 (terça-feira), o mesmo Magistrado sentenciou o réu a pena de um ano e um mês de reclusão, em regime inicialmente fechado, por ser reincidente, e 32 dias de multa.
As imagens mostram os homens entrando na loja, dois deles armados com revólver, e rendendo uma das funcionárias. Os bandidos pareciam saber em qual das vitrines estavam as peças de ouro
“Os caras da moto preta”. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) reconheceram dois dos assaltantes que invadiram uma joalheria no centro da cidade na última terça-feira (03). Segundo a polícia, são os mesmo que há cerca de quatro meses vêm promovendo uma série de assaltos na cidade. “São em média três roubos por noite”, afirmou um policial. O alvo principal da quadrilha são os postos de gasolina situados na zona norte da cidade e região central. As câmeras de segurança da joalheria registraram toda a ação, que durou quase 3 minutos. O proprietário avaliou o prejuízo em cerca de R$ 200 mil.
Os assaltantes começaram a agir depois que o segurança da loja se ausentou por alguns minutos. Apenas uma funcionária ficou tomando conta do local. De acordo com funcionários, o bando aguardou o momento certo para agir. Nas imagens registradas pela câmera externa, os três aparecem do lado de fora olhando para o interior da loja. Ao notarem que não havia movimento de clientes, decidiram entrar e anunciar o assalto. Dois bandidos que estavam de boné, bermuda e camiseta de marcas esportivas sacaram armas de fogo e mantiveram na altura da cintura para não alarmar pessoas que passavam do lado de fora.
Vencido pelo crime
O terceiro elemento e a vendedora (coagida) colocaram todas as jóias em uma mochila. Após quase um minuto dentro da loja, um dos assaltantes se dirige para a porta enquanto os dois finalizam o serviço. No dia seguinte, a vitrine permanecia do jeito que foi deixada pelos assaltantes, “completamente limpa”. O proprietário não quis se identificar com medo de retaliação, mas garantiu que está decidido a parar de vender ouro para sair da mira dos criminosos. “To decidido a parar de trabalhar com ouro. Não vou ficar pagando jóias para assaltantes”, disse o empresário, destacando que a joalheria já foi alvo de outros dois assaltos este ano somando um prejuízo de quase 200 mil reais.
Trabalho da polícia
O empresário contou que a quadrilha parecia saber onde ficavam as jóias de ouro. “Eles chegaram dizendo para funcionária levá-los para a vitrine das jóias de ouro. Ela foi esperta e parou no local onde só havia peças folheadas, mas um deles disse que não era burro, e foi direto para outra vitrine”, relatou. Minutos após a fuga, a polícia esteve no local, mas não conseguiu prendê-los. Ontem pela manhã, uma equipe de Rotam, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi até a loja para analisar as imagens do circuito de câmeras e notaram se tratar da mesma quadrilha que vem promovendo arrastões em Macapá, principalmente em postos de gasolina.
Segundo a Rotam, estes elementos são responsáveis por quatro assaltos contra um posto de combustível na avenida Feliciano Coelho em uma semana. “Estamos fechando o cerco. Nosso serviço reservado já está agindo”, afirma o sargento Vagner. Segundo uma testemunha, os mesmos bandidos que assaltaram a joalheria na terça estudaram o alvo ias antes. Eles chegaram a entrar na loja no sábado último como se fossem clientes. A testemunha acrescentou que durante o roubo, várias pessoas passavam olhando para dentro da loja, mas não perceberam que era um assalto.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010 by Carlos Lima - jornalista
A decisão decorreu de Reclamação Cível formulado por L. P. F, ao Juizado Especial Norte da Comarca de Macapá, contra a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), ao argumento de que, desde o mês de fevereiro deste ano, vem faltando água em sua residência e para resolver tal situação, apesar de pagar mensalmente suas faturas na empresa, foi obrigado a comprar materiais elétricos para instalar uma bomba d'água, no valor de R$ 507,00, como providência urgente para resolver o problema da falta d'água em sua residência.
Em sua defesa, a Caesa fundamentou sua contestação, no fato de que o desligamento no fornecimento de água se deu em virtude de manutenção corretiva no sistema de adutora.
No entanto, a falta de água, não apenas na residência do autor, mas em alguns bairros da zona norte da Capital é notório, e que tem prejudicado a todos os seus moradores, declarou o Juiz de Direito Marconi Pimenta, Titular do Juizado, em sua decisão: “Os defeitos na prestação do fornecimento de água potável são recorrentes e as desculpas são variadas, pouco importando os transtornos morais e os prejuízos materiais, com a compra de equipamento”.
Sobre tal fato, o Magistrado ressaltou que a situação não trata de corte do fornecimento de água em virtude de manutenção corretiva de adutora: “até porque, muito precariamente, a água da Caesa chega às torneiras dos consumidores zona norte, numa demonstração de falta de respeito à dignidade humana, porquanto a água é um direito do cidadão essencial para a vida”.
O Juiz constatou que os argumentos da Caesa não se enquadram na disposição do regime de concessão e permissão de serviços públicos e ferem a Norma de Defesa do Consumidor, uma vez que os serviços devem ser prestados de maneira adequada, eficiente, segura e contínua, e nos casos de descumprimento, total ou parcial, a empresa tem o dever de reparar os danos causados. Dessa forma, a Companhia de Água e Esgoto do Amapá foi condenada a ressarcir o valor pago pelo contribuinte pela compra dos materiais, além da atualização monetária e os juros de mora, a partir de quando se deu o problema.
Desde o início do ano, a Gazeta vem levantando discussões a cerca da insegurança e do medo que se instalou no dia-dia dos taxistas. Em, pelo menos, três reportagens especiais, os casos lastimáveis de violência contra pais de família viraram notícias
Trabalhadores se dizem angustiados com o fato de não existir um perfil predefinido que delate um potencial assaltante. Eles ficam a mercê da sorte e confiando na fé em uma rotina da qual necessitam para sobreviver. A morte de Jorge Alex Alves de Almeida, de 29 anos, filho do deputado estadual Zezé Nunes é mais um caso a ser rememorado com revolta e que serviu para aumentar ainda mais o drama desses trabalhadores. O registro de mais um crime hediondo mudou a rotina pelas ruas da cidade mais uma vez.
Desde que uma onda de crimes contra taxistas voltou a fazer vítimas fatais em 2009, eles passaram a escolher clientes e deixar de atender alguns locais da cidade. Aqueles que se arriscam em uma corrida suspeita pode pagar com a vida. Não há estatísticas que apontem o número exaro de vítimas, mas alguns taxistas arriscam dizer que os assaltos acontecem todas as noites. “É difícil saber quando se está correndo risco”, disse Raimundo, taxista há mais de dez anos. “Não está escrito na testa de cada um quem é bom e quem é ruim”, afirma.
Segundo ele, a rotina já era de insegurança antes mesmo do último latrocínio em Mazagão. Agora o medo é maior não só à noite como também ao dia. Alguns bairros periféricos de Macapá são recusados pelos taxistas porque é para lá que muitas vítimas são atraídas. Marabaixo, Rabo da Gata, Pantanal e Infraero estão entre os mais citados por taxistas que fazem ponto em frente ao shopping Macapá, na rua Leopoldo Machado. “Evito estes locais principalmente no começo da noite da noite que é o horário em que eu estou voltando pra casa. O que agente pode fazer é trabalhar aqui pelo bairro central mesmo”, disse Raimudão.
Alternativa de sobrevivência
“Eu fui assaltado duas vezes em mais de dez anos de serviço. A primeira não foi grave. O bandido não conseguiu levar nada. Eu consegui tomar o revólver e colocar ele dentro da mala e entregar para a polícia. Na hora do medo e do sufoco agente age por impulso, sem ter muita opção”, conta Raimundo aos risos.
Na madrugada de segunda-feira, o taxista Reginaldo Ferreira, de 45 anos, também agiu por impulso e pulou do taxi em movimento ao ser coagido por três homens armados durante uma corrida na zona norte da cidade. No final de semana, outro taxista teve a mesma reação durante um assalto. Para eles, pular do carro é uma alternativa de sobrevivência. “Só sabe o medo que dá, quem já viveu uma situação dessas”, participou outro colega de ponto, afirmando que se os colegas não tivessem pulado do carro poderiam não ter sobrevivido.
No primeiro caso ocorrido na segunda-feira, o veículo foi de encontro a um poste em uma rua no bairro São Lázaro. Dois bandidos escaparam, mas um foi preso em flagrante por policiais militares que passavam no momento. Alessandro Marques da Silva, de 24 anos, foi indiciado por roubo e encaminhado à penitenciária. O segundo caso aconteceu no bairro Marabaixo, segundo os taxistas, mas ninguém foi preso.
Latrocínio
No último sábado, Jorge Alex Alves, filho do deputado Zezé Nunes, pegou três passageiros em Mazagão com destino a Laranjal do Jarí. A oferta alta pela corrida atraiu a cobiça da vítima. Mas dois dias depois, o corpo dele foi encontrado em uma lixeira na saída de Mazagão com cortes profundos feitos por arma branca.
A polícia descobriu a identidade da quadrilha que executou o crime. Trata-se do Felipe Ramon da Conceição Simplício encontrado dormindo no interior do taxi da vítima em Laranjal do Jarí, e outros dois identificados como Paulo e Ailton, que até o final da tarde de ontem estavam foragidos. O sumiço foi notado pela mãe de Alex no domingo e a noticias logo se espalhou pelos órgãos de segurança. A PM encontrou o taxi em Laranjal do Jarí e ao mesmo tempo prendeu um dos assassinos, que confessou o crime e deu a localização do corpo à polícia.
terça-feira, 3 de agosto de 2010 by Carlos Lima - jornalista
Até às 22h desta segunda-feira, a polícia ainda não havia divulgado as identidades dos dois suspeitos presos pela morte do filho do deputado estadual Antônio José Nunes dos Santos (Zezé Nunes), mas confirmou que se trata de um crime de latrocínio. O corpo de Jorge Alex foi encontrado no final da tarde de segunda numa área de lixeira em Mazagão. Alex, que não tinha bom relacionamento com o pai, desapareceu no último sábado (30) ao sair para o trabalho taxista. A mãe, ao perceber o sumiço do filho, entrou em contato com o deputado Zezé Nunes em Macapá que informou as autoridades.
Depois de 45 horas de buscas, a PM encontrou o taxi da vítima abandonado no município de Laranjal do Jarí, com um dos assassinos dormindo no banco de trás. Durante depoimento, o elemento confessou que assaltou e matou Alex junto com outro comparsa, que também está preso. Este mesmo homem informou à polícia a localização exata de onde o corpo havia sido desovado. Por volta de 19 horas, Alex chegou à sede da Polícia Técnico-científica (Politec) em Macapá, onde foi reconhecido pelo deputado.
O crime brutal contra Jorge Alex ganha mais notoriedade e repercussão pelo fato da vítima ter vinculo fraterno com uma figura pública. O fato reacende a discussão sobre a insegurança e o medo que assola esta classe. Uma estimativa divulgada este ano pelo Sinditaxi revelou que 70% dos taxistas deixaram de trabalhar nas noites de Macapá em função da violência que continua a crescer assustadoramente no Amapá.
quarta-feira, 28 de julho de 2010 by Carlos Lima - jornalista
MACAPÁ-AP – Em menos de 24 horas, Policiais Federais da Delegacia de Combate ao Crime Organizado em operação conjunta com a polícia civil e polícia militar conseguiram desvendarum assalto à mão armada na agência dos Correios no Bairro de Santa Rita nesta capital, ocorrido em 22/07, de onde foram levados pouco mais de setecentos reais
U.M.M.N, 30 anos, indivíduo responsável pelo assalto foi capturado no distrito de Bailique pela Polícia Militar e conduzido na noite de ontem à sede da Polícia Federal.
U.M.M.N já era detento e cumpria pena no Instituto Penitenciário da Capital – IAPEN, quando fugiu do presídio na madrugada do dia 12 de julho.
Após seu interrogatório, em que confessou o assalto ocorrido, U.M.M.N foi levado novamente ao IAPEN, agora enquadrado pelo crime de roubo, com pena de 4 a 10 anos de reclusão. (Ascom)
Nos últimos anos, a polícia revelou o envolvimento de menores em crimes que chocaram a sociedade na capital e no interior do Amapá. Um exemplo clássico é o assassinato do professor Mauro Cézar em agosto de 2009, cujo inquérito revelou o envolvimento de dois adolescentes, um de 14 e outro de 15 anos
A realidade da violência em Macapá assegura que os adolescentes, sem nada a perder ou a temer, estão indo para as ruas, armados, com o propósito de ganhar dinheiro fácil, sem medo da prisão ou da morte. Na madrugada de ontem (27), a polícia fechou o cerco contra uma quadrilha de assaltantes no bairro Perpétuo Socorro e levou oito para a prisão. De acordo com a PM, quatro deles são menores de idade. A incidência de crimes cometidos por adolescentes vem aumentando gradativamente no Amapá. Eles estão em diversos contextos ilícitos servindo, principalmente, de bode expiatório para o crime organizado.
O envolvimento de menores no crime que vitimou o diretor da escola Graziela Reis de Souza, Mauro Cézar Corrêa, em agosto de 2009, causou revolta na sociedade e mostrou a que ponto pode chegar a inconsequência destes jovens. Em setembro, a Polícia Civil apresentou o resultado do inquérito que apurou o caso e revelou a participação direta de um garoto de 14 anos e outro de 15. Mauro Cézar, 44 anos, diretor do Centro de Educação Profissional Graziela, coordenador do Projovem e ex pro reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), foi executado a golpes de faca e teve o corpo jogado em um matagal na zona norte da cidade.
No último domingo (25), o Corpo de Bombeiros do Amapá foi acionado para atender a um chamado de incêndio em uma área conhecida como “Ponte do Axé”, no bairro Jesus de Nazaré. O serviço ágil da guarnição evitou que as chamas se propagassem e consumissem totalmente o imóvel, e outras residências. A Polícia Militar descobriu, após levantamentos, que o fogo teria iniciado por uma ação criminosa praticada por adolescentes do bairro. Um deles já está sob a custódia da polícia.
Na última segunda-feira (26), dois garotos que aparentavam ter idade inferior a 13 anos surpreenderam o proprietário de um estabelecimento comercial na rua Hildemar Maia, no bairro do Muca. De arma em punho, um deles anunciou o roubo, mas foi desarmado numa reação rápida da vítima. Os garotos conseguiram escapar. Funcionários acionaram a polícia para registrar o fato e apresentou a arma de fogo na seccional de flagrantes no bairro pacoval.
Crime Banal em Ferreira Gomes
No ano passado, o adolescente E.S.S, de 17 anos, chegou a Macapá escoltado por agentes do Departamento de Polícia de Ferreira Gomes, acusado de ser o principal suspeito de um crime brutal ocorrido no município na noite do dia 6 de dezembro dentro um supermercado. O menor infrator foi identificado através do circuito interno de câmeras do estabelecimento, que registrou o momento em que o próprio desferiu mais de cinco facadas na gerente da loja, Maria Luiza Franco Neves, 52 anos.
O delegado Gilberto Fernandes, que presidiu o inquérito, disse que o menor integrava a “Gangue da Pipoca”, popular pelos crimes de assalto e furto a comerciais e residências em Ferreira. A priori a polícia trabalhou com a hipótese de latrocínio (Roubo seguido de morte - artigo 157), pois a vítima era quem manipulava a renda da loja, no entanto com base em novas informações, descobriu-se que tratava de um crime de execução por motivo fútil.
Especialista em furto de veículos
Em março desde ano, um garoto de 12 anos foi flagrado dirigindo um carro roubado no Centro de Macapá. A Polícia Civil disse, na época, ter informações sobre um adulto que supostamente gerenciava as ações de um grupo de menores, mas até então ninguém foi preso. Este foi o segundo veículo roubado pelo garoto em pouco mais de um mês. D. N. F., de 12 anos, estava circulando pelas ruas da capital, Macapá, em um veículo que havia sido furtado no bairro Jesus de Nazaré.
O menor foi abordado no centro comercial por uma viatura da Polícia Militar na noite do dia 9 de março. Segundo informações da PM, o proprietário do automóvel é bombeiro e havia deixado as chaves no contato enquanto se dirigia ao interior de um estabelecimento de ensino na rua Leopoldo Machado. Em fevereiro, o mesmo garoto foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na entrada do município de Santana dirigindo um Eco Sport furtado. A criança mal conseguia chegar aos pedais do veículo. Na ocasião, ele foi submetido à medida socioeducativa, mas voltou a reincidir. De acordo com o pai do menino, João dos Santos Frazão, 70 anos, o filho cumpriu 21 dias no CIP, fez vários exames e teve acompanhamento psicológico, mas nada disso surtiu efeito.
Juizado comemora aniversário da Lei Maria da Penha
“Reconhecidamente considerada uma das mais avançadas legislações na proteção dos direitos da mulher, pois contém em seu conteúdo não só a proteção contra a agressão física, mas também contra a violência psicológica, sexual, moral e patrimonial da mulher, a Lei nº 11.340/06, conhecida como Lei “Maria da Penha”, estará completando no dia 07 de agosto, quatro anos de atuação na defesa da dignidade dos direitos humanos da mulher. Infelizmente, a história de Maria da Penha continua ocorrendo no seio de inúmeras famílias em todo País, e somente com a conscientização de seus direitos, a mulher poderá se proteger contra a violência doméstica submetida”.
Na defesa desse interesse, criado a um ano para fazer valer o conteúdo da Lei, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Macapá, juntamente com o Núcleo de Acolhimento à Família, com o auxílio de assistentes sociais e psicólogas, idealizaram o “Projeto Descobrir – Por Uma Vida Sem Violência”, que engloba alguns órgãos do Estado e do município de Macapá, dentre os quais estão a Secretaria de Políticas para a Mulher; a Delegacia da Mulher; o Centro de Atendimento a Mulher e a Família (CAMUF); o Centro de Referência de Atendimento a Mulher (CRAM); o Ministério Público, Núcleo de Pesquisa em Atividade Física e Saúde (NUPAF), além da Rede Feminina do Amapá, com o intuito de esclarecer à comunidade, quais são os direitos e as obrigações das pessoas que recorrem ao Juizado na tentativa de solucionar seus conflitos.
De acordo com o “Projeto Descobrir”, a crescente incidência de casos de violência contra a mulher tem demonstrado a importância de intervir de forma educativas, oferecendo à sociedade a oportunidade de descobrir a rede de proteção a ela destinada, além de estratégias que sensibilizem as autoridades e sensibilizem as pessoas para a alarmante realidade. Com o apoio do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), o evento definido para celebrar a data, pretende dar projeção maior ao significado da Lei Maria da Penha, suas garantias implicações.
Para o Juiz Augusto César Gomes Leite, Titular do Juizado, os índices que apontam a violência doméstica ainda são muito altos. Contudo, apesar de não se confirmar a diminuição dos abusos de violência doméstica contra a mulher, vem aumentando, significativamente, a cada dia, o número de processos no Juizado. Segundo o Magistrado, como havia uma demanda reprimida muito grande, o aumento desse número significa que as vítimas estão reagindo. Estão exigindo o atendimento e o respeito aos seus direitos humanos.
“Embora a Lei Maria da Penha esteja próximo completar 4 anos de idade, é muito importante a gente difundir, uma vez que as pessoas não estão bem esclarecidas. Os princípios que exigem a legislação para sua aplicação ainda são motivos de muitas dúvidas. Quanto mais as pessoas tomarem conhecimento da Lei, maior será nosso alcance e mais eficientes serão os resultados”, salientou o Juiz.
A programação constará de campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis (Fórum de Macapá e TJAP), no período de 27/07 a 04/08; dia 05/08 – palestras e entrega dos alimentos arrecadados às famílias vítimas de agressões; 06/08 – café da manhã às 8h no Fórum de Macapá, e às 11h caminhada até o TJAP, prosseguindo a caminhada até a praça do forte. O encerramento da programação ocorrerá no dia 09/08 com palestra do Juiz Augusto César Gomes Leite, no Colégio Amapaense.
segunda-feira, 26 de julho de 2010 by Carlos Lima - jornalista
SOB O MEDO DO CRIME
Além de encarar um dos trânsitos mais violentos do Brasil, os “profissionais do volante” convivem com mau humor de passageiros, estresse, despesas, clandestinidade e agora os assaltos.
Se a fé move montanhas, ela também pode evitar os assaltos. Pelo menos é assim que muitos taxistas têm encarado a vida noturna em Macapá. A cada dia, cresce o número de motoristas que utilizam terços com crucifixos, imagens ou adesivos de santos no interior dos carros. Pequenos furtos, sequestro relâmpago, roubos com lesões corporais, furto do veículo e latrocínio são os crimes que vêm aterrorizando os taxistas na cidade. Somente esta semana, três casos de assalto foram registrados, um deles com esfaqueamento. Na última terça-feira (20), dois homens e uma mulher renderam um taxista durante uma corrida no centro da cidade. Sob ameaça, ele entregou dinheiro, celular, e o taxi foi deixado em área escura no bairro Marabaixo III.
Na maioria dos assaltos, a vítima é levada para um local distante e de pouca movimentação para serem roubados e abandonados à deriva. Nos furtos e sequestros, o taxi é usado para a prática de outros assaltos, quanto o taxista é mantido no porta-malas. O ano de 2009 foi um dos mais violentos para a classe dos taxistas de Macapá. De acordo com o Sindicato dos Taxistas do Amapá (Sintaxi), a média chegou a ser de dois roubos por noite só na capital. Graças a uma parceria com a Polícia Militar, essa média diminuiu até o início de 2010. Todavia, os bandidos voltaram a aterrorizar pais de família e espalhar medo na praça.
Em novembro do ano passado, o taxista Iraelson dos Santos Costa foi morto com um tiro na cabeça no bairro Nova Esperança. O crime ocorreu durante a madrugada no final de semana. Através de uma adolescente que teria sido co-autora no latrocínio, a polícia conseguiu chegar ao criminoso conhecido como “Douglas do Iapen”. Em dezembro, outro profissional foi vítima de meliantes. Os três assaltantes eram detentos que estavam com o benefício do indulto natalino: Ozeas Morais de Deus, vulgo “Tobi”, Gilson dos Santos Martins e Eliezer dos Reis Farias, vulgo “Bola”, presos pela Polícia Militar após o crime, ocorrido às 2h da madrugada.
Em fevereiro, deu entrada no Hospital de Emergências dirigindo o próprio carro por volta de 2h20 da madrugada, o taxista Ari Gonçalves Mendes, de 43 anos. Mesmo sangrando, ele conseguiu chegar à recepção e pedir ajuda. Ari informou à polícia que um elemento pegou seu taxi no centro da cidade e pediu que o levasse até o Perpétuo Socorro, onde anunciou o assalto. Ari recebeu uma facada no pescoço ao esboçar um movimento brusco. O assaltante fugiu sem ser identificado.
No mês passado, outros dois assaltantes foram presos acusados de render um taxista no centro da cidade. Denilson Mendes Souza, de 38 anos, e Cícero Pereira de Sousa, de 22 anos, foram flagrados com a arma usada no crime. O taxista Ivanildo Oliveira Gomes, de 51 anos, foi rendido e humilhado durante uma corrida até o bairro do Trem. Em março deste ano, três homens armados com facas apanharam um táxi no centro da cidade na madrugada e renderam o taxista em assalto. Max, como é conhecido o motorista, foi levado para uma área conhecida como “Piçarreira” às proximidades do Aeroporto Internacional de Macapá, onde foi despescado. Os assaltantes levaram a renda da noite, celular, jóias, som do veículo e abandonaram a vítima no local. Na mesma semana, o taxista conhecido como Barcarena também foi abordado por assaltantes à noite. Dois adolescentes desferiram três facadas no taxista, que ficou entre a vida e a morte. A polícia conseguiu chegar aos infratores e os encaminhar ao centro de custódia para menores (Cesein).
Transporte Clandestino
Além de prejudicar aqueles que pagam devidamente seus impostos, o transporte clandestino representa um grande risco à segurança do usuário. Uma simples corrida pode se transformar em um drama para toda a vida. No ano passado, a jovem E. C., de 19 anos, que reside no bairro Cidade Nova, foi roubada por um motorista clandestino. Ela aguardava o ônibus no centro da cidade, quando se aproximou dela um carro particular de cor preta, de placas não identificadas. Na oportunidade, o motorista ofereceu transporte pelo preço de R$ 2,00 por passageiro. Segundo a jovem, dentro do carro havia mais duas mulheres além do motorista e por isso teria aceitado entrar. Depois que o motorista deixou um das mulheres, a jovem foi rendida em assalto pelo motorista e sua comparsa. Os bandidos tomaram bolsa, celular, dinheiro, documentos e jóias e abandonaram a vítima no bairro do Muca. Ela disse a polícia, que podia identificar o casal de assaltante, porém nenhum deles foi preso.
O medo
As situações criminosas que envolvem os taxistas englobam desde furtos simples, sequestro relâmpago, violentos roubos e latrocínio. Muitos carros são furtados e usados principalmente em assaltos, em seguida são abandonados. Em um crime recente que ocorreu na BR-156 às proximidades de Oiapoque, pelo menos, cinco assaltantes renderam os passageiros e motoristas de um ônibus que fazia linha para Macapá. No crime, que aconteceu no mês passado, eles utilizaram um taxi Branco com registro de furto. Doze pessoas ficaram feridas neste assalto. Como de praxe, o veículo foi abandonado em um ramal.
Ser taxista é trabalham lado a lado com o receio e a incerteza. O receio é de ter que confrontar com bandidos de alta periculosidade, e a incerteza da volta para casa com segurança. A maioria acredita que a única alternativa para escapar da violência é não sair para trabalhar à noite. O presidente do sindicato, Risonilson Barros, aposta em parceria com o poder público e com a polícia. Os assaltos ocorrem todos os dias. Porém muitos casos não são informados aos órgãos de segurança. De acordo com o sindicato, (90%) dos assaltos não são registrados. “As ocorrências só são registradas quando as vítimas sofrem alguma agressão, quando são assassinadas ou quando o bandido é preso. A partir do momento em que o taxista registra o roubo passa gerar uma estatística, que pode ajudar no trabalho da polícia”, alertou o presidente.
Uma estimativa divulgada este ano pelo Sinditaxi revelou que 70% dos taxistas deixaram de trabalhar nas noites de Macapá em função da violência. De acordo com o Sintaxi, 70% dos permissionários (donos da placa) não saem mais à noite e preferem “dar” o carro a um comissionário, àqueles que trabalham por comissão, que além das despesas domésticas, o custo a pagar pelo uso da placa e outras responsabilidades mensais, tem lhes forçado a correr os riscos da profissão.
Agressividade
A maior parte dos bandidos age com agressividade e usa armas de fogo. Geralmente, eles estão bem vestidos e acompanhados de mulher para não levantar suspeitas. Levam o taxista para locais distantes em bairros periféricos como Novo Horizonte, Congós, Infraero II, Muca e Marabaixo. Em pontos isolados, escuros sem movimentação de pessoas, eles anunciam o assalto, se reagir morre, ou no mínimo sai esfaqueado.
Colocar os taxistas no porta-malas do carro e praticar assaltos com o veículo é uma modalidade muito usada pelos bandidos. Uma das histórias mais contadas é de um assalto ocorrido há alguns anos em Macapá, onde o taxista foi colocado na mala do carro e quase morreu asfixiado. O presidente do sindicato relatou detalhes que salvaram a vida deste pai de família. “Só ele dirigia o taxi porque tinha ciúmes do carro. Até na oficina, ele não deixava o mecânico dirigir para testar. Ele mesmo testava. Nem parentes, nem a esposa dele pegava no carro. Graças a isso, ele foi salvo quando estava quase morto dentro do porta-malas. Ele foi assaltado, jogado no porta-malas, e o carro foi usado em outros crimes. Alguns colegas viram que não era ele quem estava dirigindo e acionaram a polícia, que prendeu os dois assaltantes”, conta Risonilson. Este taxista nunca mais voltou a trabalhar.